A EADS Defence Electronics (DE) anunciou ter condzido com sucesso os primeiros testes no solo com o sensor de detecção de lançamento de mísseis MILDS-F nos caças F-16 utilizados pela força aérea da Dinamarca. As provas tiveram a finalidade tanto de verificar se o sensor podia ser integrado ao sistema de guerra eletrônica (EFW, na sigla em inglês) dos aviões, quanto de obter os dados ncessários para a adaptação do software às condições do F-16. Ainda na primeira metade deste ano serão realizados os testes de vôo do sistema.

“A baixíssima taxa de alarme falso do MILDS-F e sua rápida capacidade de detecção, aliadas ao desencadeamento automático de contramedidas, deixam o piloto aliviado dessas tarefas em momenmtos críticos, assegurando o retorno seguro da aeronave e de sua tripulação”, afirma o CEO e presidente da EADS DE, Bernhard Gerwert.

A força aérea dinamarquesa assinou em julho do ano passado o contrato que deu à EADS DE a tarefa de fornecer 30 sistemas NA/AAR-60 (V)2 MILDS-F a serem instalados em seus F-16. O objetivo principal da instalação dos sensores é proteger os caças contra mísseis terra-ar guiados de forma eletro-óptica – estes artefatos não podem ser detectados pelo sistema de radares de alerta dos aviões.

O MILDS-F é baseado no sensor MILDS (Missile Launch Detection System), hoje utilizado em diversas aeronaves (de asas fixas ou rotativas), como o Tiger, o NH90, o CH-47 e o C-130. No caso específico da Dinamarca, ele será integrado aos sistemas PIDS+ (Pylon Integrated Dispenser System) e ECIPS+ (Electronic Combat Integrated Pylon System), e ligado ao sistema de gerenciamento de guerra eletrônica NA/ALQ-213 EW. A solução dinamarquesa será comercializada ao redor do mundo pela EADS DE e pela TERMA A/S.

A EADS Defence Electronics (DE) é especializada no fornecimento de tecnologias de radar, sistemas aviônicos e guerra eletrônica. Ela integra a EADS Defesa e Sistemas de Segurança (DS), divisão do grupo focada no desenvolvimento de soluções em sistemas integrados. Com receitas de 5,2 bilhões de euros em 2003, a divisão atua também nas áreas de aeronaves militares, sistemas de mísseis, inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), sistemas com aeronaves pilotadas e não-pilotadas (UAVs) e sistemas de gerenciamento de campo de batalha.

FONTE: Aviação Brasil / EADS – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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