“Marca não morre, é assassinada” diz consultor

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A passagem por um processo de dificuldades financeiras e operacionais, como o que enfrenta a empresa de aviação Varig, afeta profundamente o desempenho de uma marca na opinião do Professor do MBA Executivo do Ibmec São Paulo, Octavio Faria Neto. “Marca não morre, em geral é assassinada”, completa o diretor da Consultoria Global Brands, José Roberto Martins.

Incrementar-se sistematicamente é a maneira de sustentar uma marca, na opinião de Martins. A certeza da liderança e de que era um ícone da aviação brasileira levaram a empresa a se descuidar das mudanças no mercado, e se configuraram como o começo dos problemas da Varig, na avaliação dos dois profissionais. “Não é de hoje que a Varig está nessa situação”, lembram.

Martins admite que as marcas são resistentes a erros humanos, em administração, por exemplo. Segundo ele, a marca da companhia é resistente mas, neste caso, o limite da resistência foi ultrapassado. “A marca Varig está sendo assassinada”, afirma.

A demora na solução dos problemas financeiros da Varig é o que está matando a marca, segundo Faria Neto. A cada dia que passa ela é percebida como uma marca decadente na opinião do professor. “O problema é de gestão, não é de marketing”, ressalta.

FONTE: InvestNews – Valéria Serpa Leite – São Paulo/SP