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Aeroporto Internacional de Belém

Aeroporto Internacional de Belém

Muitas são as versões sobre o nome Val-de- Cans. Segundo o escritor Olavo Guimarães Freire, a designação do tradicional bairro de Belém é uma alusão ao nome de um antigo povoado habitado por negros alforriados ou foragidos de quilombos, quase todos idosos e de cabelos brancos. Há registros também de que em 1895, uma comitiva do então governador Lauro Sodré navegou de Belém à Vila de Pinheiro, hoje bairro de Icoaraci, em uma gaiola, e avistou uma multidão de negros – quase todos de cabelos brancos –, assistindo a passagem da comitiva fluvial. Admirado, o governador exclamou: Isto é um verdadeiro Val-de- Cans!. Em latim, em tradução livre, seria um vale de pessoas idosas, de cabelos brancos. A expressão acabou por batizar o local.

Em 1934 o diretor da Aviação Militar do Exército Brasileiro, general Eurico Gaspar Dutra, designou o tenente Armando Serra de Menezes para escolher, no espaço da fazenda Val-de- Cans, um local apropriado para construção do aeroporto de Belém. O terreno foi desapropriado e as obras do aeroporto ficaram a cargo da Diretoria de Aeronáutica Civil, órgão do Ministério de Aviação e Secretaria de Obras Públicas. Na fazenda foi construída uma pista de terra, com 1.200 metros de comprimento, um pátio de estacionamento de aeronaves e um hangar de concreto destinado à aviação militar que ficou conhecido como Hangar Amarelo; devido a sua cor.

Com o início da Segunda Guerra Mundial em 1939, a base aérea de Val-de- Cans passou a ser rota vital e estratégica para novos aviões militares que saiam das fábricas do Canadá e dos Estados Unidos e eram transladados para o norte da África e Europa.

Foi de Val-de- Cans, nos anos 1940, que as fortalezas voadoras B-17, B-19, B-24 e B-25 levantaram voo e fizeram escala em Natal antes de bombardear a cidade senegalesa de Dakar, prenunciando o histórico Dia D, na Normandia.

Em 1944 nascia a Base Aérea de Belém localizada ao lado do aeroporto. Nesta mesma época as empresas aéreas Panair do Brasil, Pan American, Cruzeiro do Sul e NAB (Navegação Aérea Brasileira) iniciaram suas atividades no aeroporto construindo estações de passageiros independentes e isoladas umas das outras.

Com o fim da Panair do Brasil, em 1964, passaram a operar neste aeroporto as empresas Cruzeiro do Sul e Paraense, com aeronaves DC-3.

Em cumprimento a Lei 5.862 de 12.12.72, o Ministério da Aeronáutica transferiu em 07 de janeiro de 1974 para a jurisdição da INFRAERO o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), tendo como primeiro Administrador o Sr. Francisco de Assis Lopes.

No final da década de 80, a Infraero iniciou estudos para ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Belém. A parceria Infraero e Governo do Estado garantiu para a população um novo Complexo Aeroportuário, precisando se integrar ao espaço urbano da cidade onde está inserido, assim como, deverá interagir com outros modais de transporte, atuando como Centro de Negócios, capaz de oferecer serviços e comércio abrangente, Aeroshopping e Aeroporto Indústria. Primando pela melhoria contínua na prestação de seus serviços, atenta às inovações e necessidades dos usuários e parceiros dos aeroportos que administra.

Como principal obra, concluída em janeiro de 2011, o aeroporto teve o reforço do pavimento da pista principal de pouso e decolagem, taxiways, do pátio de aeronaves nº 3 e da via de acesso aos hangares das companhias aéreas. A revitalização conferiu mais resistência ao pavimento da pista principal, proporcionando mais segurança.

Em 24 de janeiro de 2013, o aeroporto internacional de Belém/Val-de-Cans/Júlio Cezar Ribeiro completou 54 anos. Com 33.255,17m2, distribuídos em dois pavimentos climatizados, seis pontes de embarque e desembarque climatizadas, dois elevadores panorâmicos e seis convencionais, seis escadas-rolantes, 30 balcões de check-in informatizados, duas esteiras receptoras e quatro de restituição de bagagens, além de sistema de climatização com central de água gelada, subestação de energia elétrica, central de energia de emergência, sistema eletrônico informativo de vôo, circuito fechado de televisão, sistema de alarme contra incêndio, sonorização ambiental, sistema de raio-x para inspeção de bagagens, 06 ônibus para embarque e desembarque de passageiros em área remotas, ambulâncias e serviços médicos para passageiros e tripulantes.

O aeroporto dispõe de restaurantes modernos, lanchonetes, Sorveteria, free-shop, sala VIP, cooperativa de táxi, lojas de câmbio, correio, auto atendimento bancário, lojas de artesanatos, vestuários, perfumaria, perfazendo um total de 107 pontos comerciais, além de serviços em operação durante 24 horas.

Em Belém o terminal de passageiros é totalmente climatizado em seus dois níveis e conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural do ambiente. Os portadores de necessidades especiais têm atendimento individualizado com equipamentos próprios, em locais específicos que facilitam a locomoção.

Seu interior é ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram cercadas por uma fonte capaz de imitar o barulho das chuvas que caem todos os dias na região.

Em 15 de março de 2017 foi iniciado os serviços para implantação de grooving (ranhuras que auxiliam no escoamento de água) na pista principal de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro (PA). As obras, com prazo de conclusão estimado para a segunda quinzena de abril, serão executadas entre o primeiro e segundo terço da pista (de 900 m a 1.250 m), com o objetivo de aprimorar o escoamento de água da pista e reforçar a segurança das operações. Os trabalhos receberão investimentos de R$ 361,9 mil, sendo realizados no horário de 6h30 às 11h30, conforme o planejado junto aos órgãos e empresas aéreas envolvidos na ação.

A pista principal do Aeroporto de Belém conta com 2.800 metros de comprimento por 45 metros de largura. O Val-de-Cans conta também com uma pista auxiliar, de 1.830 metros de comprimento por 45 metros de largura, que é homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para receber as operações regulares do aeroporto, de forma que a aplicação do grooving na pista principal não interferirá na programação de voos durante o período dos trabalhos.

Em 2016, o aeroporto registrou 3.282.513 embarques e desembarques e 40.421 pousos e decolagens.

 

Fonte: Infraero, com edição e adição de textos por Aviação Brasil.

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