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Aeroporto Internacional de São Paulo (Congonhas)

Aeroporto Internacional de São Paulo (Congonhas)

O Aeroporto de Congonhas chega aos 81 anos nesta quarta-feira, 12 de abril, atingindo a marca de mais de 57 mil passageiros e 580 pousos e decolagens por dia. É o segundo aeroporto mais movimentado do país, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), apesar de operar 17 horas por dia com voos exclusivamente domésticos. Em 2016 embarcaram e desembarcaram 20.816.957 passageiros no aeroporto. Das 20 maiores rotas domésticas brasileiras, segundo levantamento no Anuário Aviação Brasil 2017, seis delas partem de Congonhas. Santos Dumont, a Ponte Aérea, é a principal rota doméstica do Brasil, além de Brasília, BH Confins, Porto Alegre, Curitiba e Rio Galeão.

Congonhas, palavra derivada do tupi que significa “o que mantém o ser”, é o nome comum de um tipo de erva-mate. Este tipo de vegetação era abundante em Minas Gerais, na região do Rio Paraopeba,  onde se situa a cidade de Congonhas do Campo, famosa pelas obras de Antonio Francisco Lisboa (vulgarmente conhecido como Aleijadinho).

 

Nesta cidade mineira nasceu, em 1767, Lucas Antonio Monteiro Barros, Visconde de Congonhas do Campo, que seria, de 1824 a 1827, o primeiro governante da Província de São Paulo após a Proclamação da Independência. É em sua homenagem que se deu o nome de Aeroporto de Congonhas ao aeroporto de São Paulo.

Antes da construção do aeroporto, contudo, já funcionava ali um campo de pouso de propriedade da Auto-Estradas, inaugurado em 1936, com uma pista de terra de 300 metros de comprimento por 70 de largura, construída em apenas vinte dias. Após uma enchente no Rio Tietê, em 1934, que alagou e interditou o Aeroporto de Campo de Marte, por quatro meses, iniciaram-se estudos para a construção de um novo aeroporto.

Em 1935, foi realizado um estudo técnico para escolha do sítio do novo aeroporto, recomendando a escolha da área de Congonhas pelas suas condições naturais (visibilidade e drenagem), terreno relativamente plano, que permitiria a construção de quatro pistas, com comprimentos que variavam de 900 a 1200 metros de extensão.Além disso, a área estava disponível e desocupada em seu entorno.

Em 1936, o Governo do Estado adquire a área para a construção do Aeroporto e estabelece que todas as atividades exercidas no Aeroporto de Congonhas seriam dirigidas por um Administrador nomeado pelo Governo do Estado. Em 1957, o Aeroporto de Congonhas  tornava-se o terceiro do mundo em volume de carga aérea, perdendo, apenas, para os aeroportos de Londres e Paris.

A partir de 1981,  o Aeroporto de Congonhas passou a ser administrado pela INFRAERO e, desde então, obras de melhorias e aquisição de novos equipamentos vêm sendo feitos, tanto no Terminal de Passageiros, como nas pistas e pátios, visando elevar a eficiência operacional do Aeroporto.

Em 1985, com a inauguração do Aeroporto Internacional de São Paulo / Guarulhos, Congonhas deixa de operar voos internacionais e domésticos e passa a concentrar exclusivamente as operações de Ponte Aérea Rio São Paulo, o tráfego regional regular, os voos não regulares “charters”, de táxi aéreo e a aviação geral.

Com obras constantes para atender melhor ao público, o Aeroporto de Congonhas sofreu reformas internas e externas nos últimos anos. Com elas modernizou seu terminal de passageiros, renovou as pistas de pouso e decolagem, criou novo estacionamento e ainda alterou o acesso ao aeroporto.

De 2004 a 2007, a Infraero concluiu a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários e atendeu às necessidades da sociedade relativas à infraestrutura do terminal de passageiros de Congonhas.

No dia 15 de agosto de 2004, o Governo Federal e a Infraero entregaram a primeira fase das obras de melhorias de seu terminal. A segunda fase foi concluída no segundo semestre de 2007. No final de 2005, a Infraero entregou ao público o novo estacionamento do Aeroporto de Congonhas, um edifício garagem de cinco pavimentos.

Na primeira fase do projeto foram colocadas em operação parte das novas salas de embarque/desembarque e oito pontes de embarque, equipamento que ainda não existia em Congonhas. Para interligar o piso térreo ao primeiro andar, foram acrescentados elevadores e escadas rolantes. A área total das salas de embarque aumentou de 2.950 metros quadrados para 7.100 metros quadrados.

As novas pontes de embarque permitiram o embarque dos passageiros diretamente nas aeronaves, eliminando o tráfego de passageiros no pátio de manobras. Nos casos em que não é possível o embarque pelas pontes, os passageiros são transportados em ônibus até as aeronaves.

A segunda fase do projeto contemplou a construção de quatro novas pontes de embarque, totalizando 12 pontes. Foram, também, acrescentados novos elevadores, escadas rolantes e posições de check-in. Além disso, será realizada uma reforma nas áreas do saguão central e uma revitalização da fachada do aeroporto.

As salas de embarque e desembarque foram novamente ampliadas, totalizando, respectivamente, 9.300 metros quadrados e 5.238 metros quadrados de área. O Sistema Viário Interno de Congonhas foi remodelado, reorganizando o fluxo de veículos que se dirigem ao aeroporto em vias separadas.

Em dezembro de 2005, entrou em operação parte do edifício garagem. Com 60 mil metros quadrados, o edifício passou a ter capacidade para 3.400 mil vagas quando antes disponibilizava 1.200 vagas. O edifício tem cinco pavimentos, três dos quais subterrâneos, com 2.550 vagas cobertas e 850 vagas descobertas.

Foi entregue, no segundo semestre de 2006, uma nova área de desembarque e a obra de remodelação do Sistema Viário Interno de Congonhas, que reorganiza o fluxo de veículos em direção ao aeroporto para as áreas de embarque e desembarque através da criação de vias exclusivas para cada um dos dois setores do terminal de passageiros.

A nova sala de desembarque fica no piso térreo de Congonhas, na ala sul do terminal de passageiros, no local onde, até 2005, funcionavam duas pequenas salas de desembarque. A ala sul está recebendo outros acréscimos durante esta segunda fase das obras de modernização do terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas. A nova edificação que compõe a ala sul terá dois pavimentos e um subsolo. No subsolo, embaixo da nova sala de desembarque, passa a existir um acesso rápido e seguro, por rampa, à via de táxis e ônibus e ao edifício garagem.

Em janeiro de 2008, a Infraero concluiu a passagem subterrânea que liga a Avenida Washington Luís ao acesso viário do terminal de passageiros e do estacionamento do Aeroporto de Congonhas.

Essa obra eliminou o farol do cruzamento promovendo a melhoria no trânsito da região do aeroporto. Segundo estimativa da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), 1.800 veículos/hora passam pelo local com destino ao aeroporto.

Conheça as obras nas Pistas de Congonhas

A pista auxiliar foi construída na década de 50 e em placas de concreto. A última grande intervenção foi em 2007 e durou 146 dias. Na primeira fase da reforma foi realizado o trabalho de topografia, isto é, a análise de 12 mil pontos dos 1.436 metros de comprimento da pista. Depois, foi feito o tratamento da juntas de concreto e o recapeamento asfáltico. A segunda fase das obras consistiu no grooving (ranhuras horizontais que auxiliam no escoamento de água).

No dia 29 de junho de 2007, após um período de 46 dias de obras de reforma, a pista principal de Congonhas voltou a operar normalmente para pousos e decolagens. Na segunda fase, os serviços foram realizados durante a madrugada, sem a interdição da pista, o grooving foi finalizado no dia 15 de setembro. Essa fase foi totalmente concluída em 27 de setembro/2007 e contemplou a complementação dos trechos das pistas de táxi (área onde as aeronaves realizam manobras), nas alças de interligação das duas pistas (principal e auxiliar).

Periodicamente as pistas passam por manutenção.  A Infraero realiza semanalmente as medições do coeficiente de atrito no pavimento e, quinzenalmente, a de macrotextura  através do método da mancha de areia que verifica a profundidade média da macrotextura do pavimento. Esses serviços têm como objetivo monitorar permanentemente as condições operacionais das pistas do Aeroporto de Congonhas. De acordo com o resultado obtido nas medições, é realizado o desemborrachamento da pista.

Projetos Concluídos

Construção de nova Torre de Controle do Aeroporto .
Término no final de 2010.
Custo aproximado de R$ 12 milhões de Reais.

Reformas no Terminal de Passageiros:
·        Reforma da área do Check-in (ala norte do aeroporto) será possível disponibilizar mais 20 posições de checkin. Serão instalados novos sistemas de ar condicionado, de iluminação e de segurança interna, além de novos painéis de informação de voos. É uma reforma interna que, além de novos equipamentos, prevê uma readequação de acabamentos, desde a cobertura até o piso.
·        Nova área comercial (ala sul- 1º pavimento) ––   Haverá nova área de alimentação, de lojas e de prestadores de serviços.
·        Reforma do Saguão Central–  Reforma para proporcionar mais conforto aos usuários.

Término em 2014
Custo: R$170 milhões

Fonte: Infraero (editado por Aviação Brasil)

 

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