ICA avalia sistema por instrumento no Aeroporto de Dourados

573
Foto: Enos Moura Filho

A Aeronáutica fez recentemente voos de inspeção para a homologação dos sistemas de operação por instrumento no Aeroporto Regional Francisco Matos Pereira, em Dourados. Na próxima semana deve ser finalizado o relatório, para que o Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA) publique então as cartas de navegação aérea.

Essas cartas ficarão acessíveis via web e poderão ser consultados por qualquer piloto na hora de traçar plano de voo para o aeroporto douradense. A equipe da Coordenadoria de Transporte Aéreo da Secretaria de Estado de Obras Públicas e de Transportes (Seop) acompanhou os trabalhos, realizados por militares do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), pertencente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vindos do Rio de Janeiro.

A aeronave laboratório utilizada foi um HS 112-800. “O relatório ainda vai ser elaborado, mas a equipe do Geiv demonstrou satisfação com os resultados”, explica o coordenador de Transporte Aéreo da Seop, Fabrício Corrêa. Recentemente foi instalada no Aeroporto de Dourados a Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e Tráfego Aéreo – EPTA, com equipamentos adquiridos pelo governo do Estado. A Prefeitura é responsável pela operação, feita por técnicos especializados contratados.

A partir dessas novas instalações de controle – que incluem rádio e instrumentos de acompanhamento meteorológico – vai ser possível aos pilotos fazerem o plano de decolagem e obter as orientações para aproximação e pouso com o uso de instrumento, sem depender apenas das condições visuais. No dia 1º de junho, o Geiv já havia visitado o aeroporto e feito a conferência da EPTA e do Indicador de Aproximação e Precisão, chamado PAPI. Essa primeira vistoria já permitiu elevar a categoria do local de “Aeródromo” para “Aeroporto” – na linguagem técnica, a nomenclatura passou de SSDO/VFR para SBDO/IFR, indicando que autorizado para operação visual diurna e noturna agora passou para sistema de instrumento.

Nesse segundo voo de vistoria, realizado ontem, foram feitos dois novos procedimentos: o R-NAV, que é um procedimento de maior precisão, com utilização de equipamento GPS (e que garante, por exemplo, aproximação por instrumento até uma distância de 300 pés, mesmo que não haja visibilidade) e o procedimento de NDB, que utiliza uma antena – equipamento que já há algum tempo está disponível naquele aeroporto e que continuará sendo aproveitado.

“Dourados, então, vai ter agora o que chamamos de quatro procedimentos de saída, dois de R-NAV (um em cada cabeceira) e dois de NDB”, explica Fabrício Corrêa. Companhias Segundo o coordenador, a partir da confirmação de que o aeroporto está apto a operar por instrumentos, companhias aéreas comercais de grande porte poderão implantar as linhas regulares. Já existem empresas com negociações adiantadas para operar com aeronaves de capacidade acima de cem passageiros. “As empresas aguardam essa definição, e logo que estiver autorizado devem fazer pedidos para operar em Dourados”, explica.

Fonte: www.aquidauananews.com