A Boeing prevê que a frota de aviões cargueiros será composta por mais aviões de fuselagem larga

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O mercado mundial de carga aérea continuará a crescer no mesmo patamar dos últimos anos, com um crescimento sólido na próxima década. Segundo o relatório Projeção de Mercado Atual 2006 (Current Market Outlook 2006 – CMO, na sigla em inglês) da Boeing, esse padrão de crescimento fará com que a frota mundial dobre de 1.789 aviões de carga para 3.563, números superiores aos previstos anteriormente. O crescimento, que leva em conta a retirada do ar de 1.209 aviões antigos, significa que serão adicionados 2.983 aviões de carga à frota.

“O número relativamente estável de aviões da frota mundial nos últimos cinco anos pode levar a conclusões erradas, já que as muitas entregas de novos aviões foram ofuscadas pela retirada de aviões antigos de uso,” disse Jim Edgar, diretor regional de Marketing de Carga para a Ásia. “O aumento dos preços de combustível faz pressão para que os aviões mais antigos e menos eficientes sejam substituídos, contribuindo para um interesse sem precedentes nesse tipo de aeronave, com mínimo impacto negativo nos níveis de tráfego.”

A maioria dos novos aviões – quase 62% – será da categoria fuselagem mais larga (widebody), médios e grandes cargueiros. Os cargueiros de fuselagem mais larga, com capacidade para 40 toneladas ou mais, aumentarão a participação no mercado de 50% da frota atual para 64%, em 2025. Consequentemente, haverá um aumento da média geral do payload. Estas conclusões são consistentes com as projeções dos anos anteriores.

“O número total de aviões da frota mundial de carga é um pouco maior que o da projeção do ano passado,” disse Edgar. “No entanto, a mudança para os cargueiros maiores já está acontecendo, pois a frota atual tem somente 50% de cargueiros de tamanho padrão, enquanto tinha 54% em 2004. A tendência é a aceleração do crescimento do número de aviões maiores, incluindo aviões como os cargueiros 747 e 777, que se esconde por trás do grande número de aviões de carga tamanho padrão que estão sendo aposentados.”

O relatório define aviões de carga tamanho padrão como tendo capacidade para 50 toneladas ou menos, e uma largura igual à de aviões de passageiros com corredor único. A fatia de mercado desses aviões irá cair de 50%, hoje, para 36% nas próximas duas décadas. Em muitos casos, operadoras como as de cargas expressas preferem médios de fuselagem mais larga para substituir os cargueiros de tamanho padrão.

Cargueiros, como parte da frota mundial de aviões, continuarão a representar 10% durante o período projetado, e aviões somente de carga, em todos os tamanhos, serão responsáveis por mais da metade da capacidade total de carga aérea (que inclui aviões de passageiros que levam carga), um pequeno aumento em relação à hoje e consistente com a projeção do ano passado.

Três quartos da frota de carga virá de aviões de passageiros modificados e aviões combinados. Os outros aviões a ingressar na frota, 766, serão novos cargueiros produzidos. Mesmo sendo minoria da frota de carga, os novos aviões dominarão nas categorias maiores (cargueiros de fuselagem larga com capacidade para mais de 80 toneladas) com a preferência de muitas linhas aéreas por suas vantagens técnicas, confiabilidade e eficiência no consumo de combustível. O valor de todos os novos aviões de carga será de US$ 169 bilhões, em preços atuais.

Em 2005, a Boeing recebeu um número recorde de pedidos, 113, para produção e conversão de cargueiros e trouxe ao mercado dois novos cargueiros, o 777F e o 747-8F.

Atualmente, a Boeing fornece mais de 90% da capacidade de carga mundial. Esse percentual deve ficar estável por causa da preferência por grandes cargueiros produzidos e convertidos pela Boeing. A empresa oferece uma família completa de aviões de carga, incluindo 747-8F, 747-400F, 777F, 767F e 737-700C (conversível). Além disso, a Boeing oferece os Cargueiros Convertidos Boeing (BCF, na sigla em inglês) – 747-400BCF ou 767-300BCF e também um programa de conversão de cargueiro MD-11 e 757-200 e aviões de carga especiais 767-200, por meio de licenças.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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