Aeroportos do Rio, Vitória, Florianópolis e Macapá poderão virar canteiros de obras em 2005

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Em 2005, a Infraero dará início a grandes obras em continuidade ao plano de modernização dos aeroportos brasileiros. Segundo a diretora de Engenharia, Eleuza Lores, a empresa vai continuar a dotar os aeroportos da infra-estrutura necessária para o país crescer.

“Aeroporto é um termômetro da economia, são os primeiros a sentir quando a economia cresce. Estamos com a infra-estrutura toda preparada para isso, agora vamos complementar”.

Neste ano, a Infraero inicia obras nos aeroportos Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, Vitória, Florianópolis e Macapá.

No Rio de Janeiro, em junho do ano que vem, o Santos-Dumont passa a operar com oito pontes de embarque, equipamento que elimina o acesso a pé à aeronave. O restante da obra de modernização do aeroporto será concluído a tempo dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Em Vitória, as obras de construção do novo terminal de passageiros, iniciadas em janeiro deste ano, deverão estar concluídas em 36 meses. Macapá também receberá um novo aeroporto, que deve estar pronto em 2007.

Em Florianópolis, a Infraero realizou, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, concurso público para a escolha do projeto arquitetônico do novo terminal de passageiros. O arquiteto paulista Mário Bizelli foi o vencedor, e a licitação para a empresa responsável pela construção do aeroporto deve ser aberta nos próximos meses.

O maior desafio para a Infraero neste ano será se voltar para a realidade futura do Estado de São Paulo. A longo prazo, os três aeroportos do Estado – Congonhas, Guarulhos e Viracopos – formarão uma “aerotrópole”, denominação para metrópoles integradas por aeroportos.

Está em discussão com o Governo do Estado de São Paulo a viabilização do expresso aeroporto, para ligar a antiga Estação Júlio Prestes ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Futuramente, a ligação ferroviária será prolongada até o Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas.

“O Governo de São Paulo entende que, se não trabalhar para viabilizar Guarulhos a curto prazo, não adianta expandir o aeroporto,” diz Eleuza. A diretora se refere às obras que a Infraero pretende fazer no complexo, com a construção do terceiro terminal de passageiros e da terceira pista.

“Mesmo com essas obras, São Paulo tem a capacidade limitada a 40 milhões de passageiros ao ano. Por isso, precisamos investir em Campinas, que terá capacidade para 60 milhões de passageiros. Se não preservar agora, perdemos o sítio aeroportuário”.

O Plano Diretor do Aeroporto de Campinas prevê a expansão do complexo aeroportuário a ponto de se tornar o maior portal de passageiros e de carga da América Latina.

“Como o entorno do aeroporto de Campinas ainda não está totalmente tomado, a cidade poderá criar um cinturão de serviços ao redor do aeroporto”.

Conectados, estes três aeroportos formarão um único complexo de logística no Estado de São Paulo, com capacidade para atender a 100 milhões de passageiros ao ano. O futuro já começou.

FONTE: Aviação Brasil / Infraero – Assessoria de Imprensa – Brasília/DF