Aporte de capital na Varig, efeutuado pela Lan, incomoda as concorrentes

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Desde o empréstimo de US$ 17,1 milhões de dolares da Lan para a Varig há duas semanas, as concorrentes Gol e Tam articulam nos bastidores para barra o negócio.

De um lado a Gol, atravês de Nenê Constantino, conversas estariam sendo agendadas com a Matlin Patterson, sócio da Varig, nos EUA, para negociar a compra da concorrente, segundo a Agência Estado. De olho em rotas internacionais, permitiria a Gol entrar em mercados ainda distantes. A Nova Varig tem até o final de maio para retomar as linhas internacionais, da antiga Varig. Rotas para os Estados Unidos e Europa seriam estratégicas para o crescimento internacional da Gol.

Por outro lado a Tam, através do SNEA, Sindicato Nacional das Empresas Aéreas , da qual o presidente é o próprio CEO da TAM, Marco Antônio Bologna, argumentam que a lei brasileira limita em 20% a participação estrangeira no setor aéreo.

A Lan já possui participação na companhia ABSA, empresa brasileira de carga aérea, e poderia utilizar-se desta para adquirir mais de 20% das ações com direito a voto da Varig, já que os 20% é o limite permitido pela legislação brasileira para aquisição de controle de uma companhia nacional por outra estrangeira no setor.

Para o mercado o interessante seríamos ter grandes empresas competindo de igual para igual, oferecendo aos clientes opções justas de tarifas e horários, acabando com um duopólio na aviação nacional.

Nos anos 80 e 90 Varig/Cruzeiro dominam mais de 60% do mercado, deixando Vasp e Transbrasil com parcela inferior na disputa.

Justamente no final dos anos 90, a entrada da Tam no cenário pouco a pouco foi desfazendo o quase monopólio da empresa Varig, que já enfrentava Vasp e Transbrasil em rotas internacionais, e tinha como agravante um enorme passivo de longos anos.

A chegada da Gol em 2001 com uma política de baixos custos baixos preços, gerou uma concorrência ainda maior. A primeira empresa a deixar o mercado foi a Transbrasil, depois a Vasp, e quase a Varig, salva por um leilão em 2006.

O legado de Transbrasil e Vasp foram herdados por Tam e Gol, mas o legado da Varig, principalmente as rotas internacionais, parece ser a menina dos olhos da Gol, de quem quer ainda mais do mercado brasileiro.

FONTE: Aviação Brasil – Redação – São Paulo/SP

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