Atech recebe prêmio do Ministério do Desenvolvilmento e da AEB por exportar conhecimento brasileiro

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A Atech Tecnologias Críticas, responsável pelos sistemas que controlam 90% do tráfego aéreo brasileiro, recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior 2005, na categoria “Exportador de Serviços” (no caso, exportação de conhecimento como provedora de soluções em tecnologia), concebido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O prêmio foi criado para homenagear empresas e instituições que se destacaram no segmento de comércio exterior, nas mais diferentes categorias.

A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada na quarta-feira, durante a abertura do 25.º Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX), no Centro de Convenções do Hotel Glória, no Rio. Estavam lá o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, entre outras autoridades e lideranças empresariais. Empresas como Cia. Vale do Rio Doce, Embraer, Ford Motor Company Brasil, Construtora Norberto Odebrecht; Alstom Brasil Ltda, Perdigão Agroindustrial, Sucocítrico Cutrale e Cerâmica Portobello também foram contempladas em outras categorias.

Empresa 100% nacional que fornece sistemas voltados para o gerenciamento seguro dos vôos no Brasil, a Atech é líder em fornecimento de soluções tecnológicas e em desenvolvimento e integração de sistemas que não podem falhar. Contando com cerca de 500 colaboradores, mantém sede em São Paulo e unidades nas cidades de Manaus, Rio e Brasília, além da subsidiária Amazon Tech, em Boston, nos EUA. Todos os trabalhos desenvolvidos por ela, como a concepção, desenvolvimento, implantação, integração e manutenção de sistemas, são atestados pela Certificação NBR ISSO 9001. Em 2003, conquistou outro importante parâmetro de qualidade, reconhecido internacionalmente no segmento de fabricação de software: o Capability Maturity Model (CMM) Nível 2.

“Esse prêmio é um reconhecimento pelos anos investidos em pesquisas, desenvolvimentos e implementações de soluções importantes para o desenvolvimento do País. Importante ressaltar que isso mostra o Brasil numa esfera de exportação de conhecimento. É o nosso domínio no ciclo do conhecimento de soluções que vem permitindo abrir espaços no mercado internacional, devido a sua qualidade e competência de profissionais brasileiros. É o caminho que acredito ser necessário para não ser somente fornecedor de commodities, ou seja, o caminho para não vir a ser colônia tecnológica”, enfatiza o presidente da Atech, Tarcísio Takashi Muta.

Segundo ele, o domínio estratégico do conhecimento significa possuir plena autonomia econômica e tecnológica, além de fomentar uma cultura empresarial que busca soluções para diminuir gradualmente – e com qualidade – as importações, e de trazer oportunidades importantes de exportação. Este é o conceito da Atech Tecnologias Críticas, que há oito anos domina o ciclo do conhecimento tecnológico para os vários segmentos de mercado em que atua. Para Muta, buscar novos projetos e, através deles, provar que é possível e vantajoso ter soluções brasileiras com inovação, competência, custos competitivos e sem perdas, é uma forma de manter-se na vanguarda entre as empresas de destaque mundial neste setor disputadíssimo.

O know-how da Atech em desenvolver sistemas e soluções de controle e defesa do espaço aéreo possibilitou, pela primeira vez na história do Brasil, um contrato de exportação de tecnologia para a Venezuela. Em menos de três meses, firmaram-se dois contratos de exportação para aquele país, rompendo o paradigma da ausência de um país em desenvolvimento no mercado mundial deste segmento. Nos dois contratos assinados entre a empresa brasileira e o governo venezuelano, os fornecimentos abrangem as áreas de hidrometerologia e o controle de tráfego aéreo. “Fornecer para seu próprio governo é condição indispensável para fornecer para governos de outros países”, ressalta Muta.

O primeiro acordo firmado entre Atech e Venezuela aconteceu em outubro de 2004. O objetivo daquele primeiro trabalho previa a prestação de consultoria, participação do processo de transferência e absorção de tecnologia, além de apoio na extensão funcional do sistema do Programa Venehmet (Modernização do Sistema de Prognóstico Hidrometeorológico) venezuelano. Trata-se de um programa para monitorar a meteorologia e a hidrologia de todo o território, desenvolvido a partir de uma grande rede de sensores e radares meteorológicos espalhados pelo país. Todas as informações são enviadas e monitoradas por um Centro Integrado de Operações. Já com o segundo contrato, a Atech ficou responsável por modernizar o Centro de Controle de Tráfego Aéreo do aeroporto de Maiquetia, que concentra o maior movimento de aeronaves da Venezuela.

Em 2005, a Atech foi contratada pela EADS CASA para participar do desenvolvimento dos sistemas aeroembarcados da novas aeronaves de patrulha marítima e de transporte do Comando da Aeronáutica Brasileiro. Ela desenvolve esse projeto com profissionais brasileiros estabelecidos em Madri, na Espanha. Depois de entregues as aeronaves ao governo brasileiro, será encarregada da manutenção e evolução dos sistemas aeroembarcados. Após este fornecimento, estará capacitada para oferecer soluções para o mercado externo, na forma de produtos e serviços. É um importante exemplo de como o poder de compra do governo pode alavancar desenvolvimento e autonomia tecnológica no país, em bases sustentáveis.

Neste ano, a empresa também entra com seu conhecimento no mercado japonês — onde vem fornecendo serviços de manutenção para sistemas informatizados de uma das maiores empresas no ramo de desenvolvimento de pontes metálicas daquele país.

A Atech aposta ainda nas parcerias entre companhias nacionais com o objetivo de tornar cada vez mais fortes e competitivos os segmentos de alta tecnologia do mercado brasileiro e manter as empresas na disputa pelo mercado mundial. A Amazon Tech , por exemplo, estabeleceu parceria com a empresa brasileira Wplex Software, para assim integrar e comercializar os sistemas de escala de vôo e tripulação da Wplex no mercado internacional.

No hemisfério sul, a Atech é a única empresa a fornecer soluções própria, tendo como concorrentes as gigantes fornecedoras de sistemas de defesa da Europa e dos Estados Unidos.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP