BNDES firma acordo para ampliar setor aeronáutico

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em comunicado assinatura de memorando de entendimentos para ampliar nacionalização do setor aeronáutico. De acordo com o informe do banco, acordo prevê programa de trabalho conjunto entre Agência Nacional de Aviação (Anac), Embraer, Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab) e o BNDES.

“O grupo terá como função propor ações voltadas para o desenvolvimento de fornecedores instalados no país, com isso, estimular o aumento do índice de nacionalização dos produtos aeronáuticos que contam com financiamento a exportações por parte do BNDES”, detalhou em comunicado. Na avaliação do banco, “a medida terá potencial repercussão na criação de condições favoráveis à geração de emprego e renda no Brasil, além de trazer impacto direto sobre as pequenas e médias empresas de capital nacional da cadeia produtiva do setor de aviação”.

O banco esclarece que caberá à instituição, e às demais do grupo, a formulação de instrumentos “para a concessão de crédito necessário para o crescimento dessa cadeia, bem como para investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. A participação minoritária do BNDES em joint ventures também poderá ser contemplada”, esclareceu.

O documento tem vigência de seis meses, e foi assinado nesta sexta-feira em São José dos Campos, São Paulo, pelo superintendente da Área Industrial do BNDES, Carlos Gastaldoni, e pelos presidentes da AIAB, Walter Bartels, da Anac, Milton Zuanazzi, e da Embraer, Maurício Botelho. O programa de trabalho do grupo atuará em duas etapas.

A primeira delas terá duração de 90 dias, a contar da data da assinatura do memorando, e incluirá ações como mapeamento, nas empresas instaladas no Brasil e fornecedoras da Embraer, de potenciais gargalos de deficiências de produção – além de levantamento de eventuais necessidades de investimentos para atendimento futuro da Embraer. A iniciativa do grupo, na análise do banco, está alinhada com as ações do governo federal e sua política industrial.

FONTE: Agência Estado – Alessandra Saraiva – São Paulo/SP

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