Brasil é considerado mercado promissor para os negócios da aviação

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A diretoria da ABAG – Associação Brasileira de Aviação Geral, responsável pela realização da LABACE, espera que a feira consolide negócios na ordem de US$ 400 milhões. Em 2008, esse montante foi de US$ 350 milhões.

A tendência de que o Brasil seja a bola da vez no mercado mundial de aviação foi detectada em junho deste ano, durante o Paris Air Show, realizado entre os dias 15 e 21 de junho em Le Bourget, na França. Isso vai ao encontro de algo que ocorre na economia mundial: enquanto países de economia consolidada, como os Estados Unidos, sofrem com o desaquecimento dos negócios nesse setor, o Brasil segue em sentido oposto. “No momento, entre os Brics (países com grande potencial econômico e político), o Brasil é o foco das indústrias voltadas à aviação executiva”, afirma Rui Aquino, presidente da ABAG.

Um dos motivos para isso é o grande potencial de compra que o Brasil representa. “Temos uma frota de 12.178 aeronaves (dados do RAB – Registro Aéreo Brasileiro, da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil). Os Estados Unidos têm uma frota de 170 mil aeronaves. Mas eles estão com esse mercado desaquecido, ao contrário do Brasil. Isso está atraindo as empresas para cá”, afirma Aquino.

Um exemplo é a Dassault Falcon. A empresa francesa já concluiu o processo de certificação de um centro de serviços na cidade de Sorocaba (interior de São Paulo). Para o mês de junho estava prevista a entrega de um jato Falcon 2000 LX para um cliente do Brasil. Além disso, existe a previsão de entrega de mais 10 jatos até o final de 2010. A italiana Vulcanair, representada no país pela Linford Aviation, traz para a LABACE o P68C Observer 2, considerado avião ideal para alcançar as pistas precárias de pequenas localidades do interior do Brasil.

As novidades não atingem apenas o setor de jatos. No segmento de helicópteros, a também francesa Eurocopter anunciou durante o Paris Air Show que por intermédio de sua subsidiária no Brasil, a Helibrás, criará uma nova fábrica no país voltada para o modelo EC 725, que teve 50 unidades adquiridas pelas Forças Armadas Brasileiras. Os franceses também têm como intenção a criação de um centro de simuladores na cidade do Rio de Janeiro.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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