Conselhos de Administração da Lufthansa e da Swiss se reunem para aprovar compra da empresa suíça

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Os Conselhos de Administração da Deutsche Lufthansa AG e da Swiss International Airlines AG aprovaram anteontem, segunda-feira (21/03), o plano empresarial desenvolvido por ambas para a compra e integração da Swiss pelo grupo Lufthansa. A Confederação Helvética, o Cantão de Zurique e outros grandes acionistas apoiaram a transação e contam, até o presente momento, com a respectiva aprovação de 80% do capital de ações da Swiss. O presidente da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber, e o diretor geral da Swiss, Christoph Franz, assinaram o contrato de integração ontem, terça-feira, à noite em Zurique.

“O que conta em primeiro lugar, porém, são as evidentes vantagens para os nossos clientes. Maior número de destinos, conexões ainda melhores, programas de milhas universais, acesso às lounges, entre muitas outras, tornam as duas empresas ainda mais atraentes”, disse Wolfgang Mayrhuber, presidente da Lufthansa.

Christoph Franz, diretor geral e presidente do grupo Swiss, disse que como membro do grupo Lufthansa, a Swiss poderá cumprir de forma ainda melhor e duradoura a sua tarefa de unir a Suíça ao mundo. “A base para o desenvolvimento positivo da Swiss, porém, está na criação de uma estrutura de custos competitiva”, disse ele. Por isso, a companhia seguirá firmemente com seu programa de reestruturação anunciado em janeiro de 2005. A empresa quer concluir as negociações referentes ao novo pacote de contratos de trabalho o mais breve possível, com os mesmos resultados obtidos no último fim de semana com três sindicatos de funcionários em terra.

“O contrato de integração garante o desenvolvimento do centro de distribuição Zurique, o tamanho da nossa frota de longa distância, a marca de qualidade Swiss e a manutenção da Swiss como empresa aérea ativa com sede na Suíça”, disse ainda Christoph Franz. Para garantir a infra-estrutura da aviação suíça a longo prazo, será criada uma fundação independente sob jurisdição suíça pelo período de dez anos, que poderá propor um representante para o Conselho de Administração da Lufthansa e dois para o da Swiss.

A integração da Swiss, por sua vez, permitirá à Lufthansa continuar ampliando a sua posição de líder no âmbito das redes aeroviárias internacionais. O acesso a um mercado de alto poder econômico e a harmonização com o tráfego aéreo vizinho aumenta decisivamente a competitividade da Lufthansa. O horário de vôos a entrar em vigor no final de 2005 já oferecerá aos clientes de ambas as empresas uma rede aeroviária mundial ampliada.

As sinergias resultantes da fusão são consideráveis, tanto no que diz respeito às receitas, que deverão aumentar gradativamente, como à redução de custos, gerando cerca de 160 milhões de euros (aproximadamente 250 milhões de francos suíços) anuais a partir de 2007.

O plano empresarial elaborado em conjunto prevê a manutenção da Swiss como empresa aérea amplamente independente, sediada na Suíça e com diretoria, frota e tripulação próprias, gerida como centro de lucros gerido pelo grupo Lufthansa. A Swiss continuará mantendo sua própria marca, desenvolverá suas potencialidades e ampliará as vantagens decorrentes do fato de estar sediada no mercado suíço. Entre elas, a de oferecer uma rede aeroviária ajustada à demanda e um centro de distribuição internacional situado em Zurique, cujo desenvolvimento deverá ser equiparado ao dos centros de distribuição Lufthansa em Frankfurt e Munique. Se as estruturas de custos forem suficientemente competitivas, a Lufthansa ampliará a frota de longa distância da Swiss em dois aviões adicionais. A empresa Swiss e seus funcionários têm diante de si perspectivas de longo prazo.

Estrutura da transação

O objetivo é a absorção total da Swiss. Para cumprir as exigências das leis antitruste e a manutenção dos direitos de tráfego, a compra será feita em várias etapas. As ações da Swiss serão migradas para a recém-fundada empresa suíça AirTrust. Num primeiro passo, a Lufthansa comprará 11% da AirTrust. Depois da liberação antitruste, ela aumentará sua participação para 49%, paralelamente às negociações em torno da garantia dos direitos de tráfego. Assim que os respectivos acordos forem aprovados, a Lufthansa assumirá 100% da Swiss.

Provavelmente em maio, a Lufthansa apresentará aos acionistas free-float da Swiss uma oferta de compra através da AirTrust. O valor será calculado pela média do câmbio dos últimos 30 dias úteis a partir da data de inscrição na comissão de compra na Suíça (provavelmente hoje). A Lufthansa comprará cerca de 15% de ações Swiss por aproximadamente 45 milhões de euros (cerca de 70 milhões de francos suíços).

Em troca de suas ações, os grandes investidores da Swiss receberão uma opção de desempenho (Outperformance-Option), cujo pagamento em 2008 depende da evolução da ação Lufthansa na bolsa em comparação com as concorrentes. Quando a evolução da ação Lufthansa for 50% maior, o pagamento máximo será de aproximadamente 250 milhões de euros (cerca de 390 milhões de francos suíços).

O preço total de compra da Swiss é de aproximadamente 45 milhões de euros 300 milhões de euros (de 70 milhões a 460 milhões de francos suíços).

Dados Lufthansa e SWISS

Em 2004, a Lufthansa transportou 50,9 milhões de passageiros para 176 destinos, a Swiss 9,2 milhões para 70 destinos. O grupo Lufthansa emprega cerca de 90 mil funcionários e opera uma frota de 377 aviões (frota consolidada). O grupo Swiss, com 7.900 funcionários, opera atualmente 80 aviões (frota total).

Cronograma

Março de 2005
Compra de participação minoritária da Swiss

Maio de 2005
Oferta de compra pública aos acionistas free-float

3o trimestre de 2005
Compra de participação de até 49% da Swiss depois da liberação antitruste pela Comissão Européia

30 de outubro de 2005
Integração operacional gradativa, a partir da entrada em vigor do horário de vôos no final de 2005

2006/2007
Absorção total da Swiss após garantia dos direitos de tráfego

FONTE: Aviação Brasil / Lufthansa – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP