Continental Airlines e United Airlines realizam grande acordo no setor aéreo

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A United Airlines e a Continental Airlines anunciaram nesta quinta-feira, dia 19, que estabeleceram a estrutura de um acordo destinado a promover uma ampla cooperação entre as duas empresas aéreas. Pelo acordo, United e Continental ligarão redes e serviços em escala global, beneficiando seus clientes e criando novas oportunidades para a obtenção de renda, redução de custos e aumento de eficiência das empresas. Também ficou determinado que a Continental pedirá seu ingresso na Star Alliance, a mais abrangente aliança de empresas aéreas do mundo, da qual a United é membro fundador.

“O plano da Continental de associar-se à United e unir-se à Star Alliance abrirá novas e substanciais oportunidades para todos os nossos clientes”, declarou o presidente do Conselho e CEO da Continental, Larry Kellner. “Em um negócio de redes, há muito valor a ser obtido em ligações com redes maiores, para oferecer uma cobertura verdadeiramente nacional e um alcance global mais amplo, além da possibilidade de explorar novas formas de reduzir custos e aumentar eficiências. No momento em que temos diante de nós condições que representam alguns dos maiores desafios já enfrentados pelas empresas aéreas, estamos ansiosos para obter os benefícios de um novo relacionamento com a United Airlines e os outros membros da Star Alliance”.

Equipes das duas organizações trabalharam intensamente, durante as últimas semanas, na busca de soluções criativas sobre como as duas empresas poderiam obter eficiências e sinergias, que vão além dos benefícios já bem estabelecidos das operações em code share. Seu trabalho teve como foco os planos para uma cooperação significativa em programas para passageiros freqüentes, salas em aeroportos, utilização de recursos, tecnologia da informação e aquisições em geral. Seu trabalho contou com o apoio das oportunidades de eficiências já identificadas e relacionamentos desenvolvidos em discussões anteriores das duas empresas com relação a uma fusão.

“As equipes operaram muito bem em conjunto para identificar as oportunidades da criação de uma associação única e competitiva, indo bem além dos acordos tradicionais de code share”, afirmou o presidente do Conselho, presidente e CEO da United, Glenn Tilton. “Em nome da Star Alliance, tenho o enorme prazer de convidar a Continental a unir-se a nós como membro. A Continental trará novos e consideráveis recursos para nossa aliança global. Nossas duas empresas trabalharão efetivamente em conjunto com nossos associados para oferecer a melhor rede geral da América e do mundo”.

Kellner e Tilton se reunirão ainda hoje em Chicago para assinar a estrutura de acordo, com os detalhes da aliança de sistemas e dos princípios da cooperação entre as duas empresas.

A United e a Continental pretendem estabelecer joint ventures a partir de sua nova associação. Por meio delas, cooperarão entre si e com outras empresas da Star Alliance em algumas regiões do mundo e poderão competir de forma mais eficiente no mercado cada vez mais global do transporte aéreo.

Inicialmente, a Continental vai requerer ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos permissão para unir-se à United, Lufthansa, Air Canada e seis outras empresas membros da Star Alliance em uma aliança já existente e estabelecida, com imunização contra a legislação antitruste. Isso permitirá que Continental, United, Lufthansa, Air Canada e outras empresas já protegidas trabalhem em cooperação estreita, como ocorre com outras alianças desse tipo, formando joint ventures para operar no Atlântico Norte e outras regiões, oferecendo horários de vôos, tarifas e serviços altamente competitivos.

A projetada joint venture para o Atlântico Norte, na qual Continental, United, Lufthansa e Air Canada dividirão a receita, permitirá que essas empresas possam competir de forma mais eficiente com a projetada joint venture de alguns membros da SkyTeam, que recebeu recentemente imunidade antitruste. A joint venture para o Atlântico Norte combinará os pontos fortes das empresas, com o objetivo de criar uma rede transatlântica mais eficiente e completa para os seus clientes.

Também há planos para o estabelecimento de joint ventures para a América Latina e para a região Ásia/Pacífico, abrangendo Continental, United e outros membros da Star Alliance. O estabelecimento das imunidades antitruste e o code share nessas rotas dependem da aprovação das autoridades dos países envolvidos, onde isso for requerido.

As redes da United e da Continental no mercado interno dos Estados Unidos são altamente complementares. Há poucas rotas que se sobrepõem. Assim, a associação deve gerar valor para as duas empresas e para seus clientes que estejam planejando efetuar viagens domésticas ou internacionais.

No mercado interno dos Estados Unidos, onde não se aplica uma legislação antitruste para vôos meramente domésticos, as duas empresas pretendem introduzir um amplo programa de code share, facilitando a criação de itinerários com o uso das duas empresas, além do uso de programas de fidelidade, reconhecimento de passageiros com status superior e reciprocidade no uso de salas nos aeroportos. A entrada em vigor dessas atividades de cooperação exige a notificação prévia às autoridades reguladoras e a saída da Continental de alguns relacionamentos oriundos de sua antiga aliança. Com o code share, os clientes poderão dispor de um processo coordenado para reservas e emissão de passagens, check-in, conexões e transferências de bagagem.

A reciprocidade nos planos de passageiros freqüentes permitirá aos membros do programa OnePass, da Continental, e Mileage Plus, da United, ganharem milhas para seus planos quando voarem pela outra empresa e usarem suas milhas em qualquer uma das duas. Viagens nas duas empresas também vão contar para a obtenção de pontos relativos a categorias superiores de clientes elite. Da mesma forma, clientes das duas empresas terão acesso às salas da rede Presidents Club, da Continental, e Red Carpet Club, da United.

O ingresso da Continental Airlines na Star Alliance e outros projetos de cooperação dependem da aprovação de agências reguladoras e outros organismos e do término de relações governadas por contratos, incluindo os acordos atuais da Continental com membros da SkyTeam, que restringem sua participação em outra aliança global. A Continental pretende encerrar os acordos em vigor com membros da SkyTeam e obter as aprovações necessárias para o ingresso na Star Alliance. Mas existe a possibilidade de que a Continental não tenha sucesso nessas tentativas e o período de tempo necessário para sua concretização pode não depender da Continental. Por exemplo, uma restrição contratual importante só será encerrada nove meses depois do fechamento da proposta fusão entre Delta e Northwest. A Continental pretende efetuar a transição da SkyTeam para a Star Alliance de maneira a não criar problemas para seus clientes.

O ingresso na Star Alliance ligará a Continental à United e a outras 19 empresas de várias partes do mundo. A Star Alliance permite que os passageiros freqüentes de suas empresas ganhem e usem milhas quando viajam em outros membros da aliança. As empresas também reconhecem da mesma maneira o status de elite e dão acesso a uma rede internacional de salas nos aeroportos.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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