Depois da Transbrasil, Nacional também pára de voar

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A Nacional Transportes Aéreos, que atua no setor de vôos charters, está sem voar desde o começo do mês. A companhia pretende normalizar suas operações a partir de abril dentro de um novo conceito de trabalho. Até lá, garantirá o transporte dos passageiros que compraram bilhetes para voar no Carnaval.

Ao contrário da Transbrasil, que parou de voar no dia 3 de dezembro por dificuldades financeiras, a Nacional informa que a suspensão das operações é temporária e tem o objetivo de ampliar a malha da companhia aérea. ‘Precisamos de um tempo para reestruturar e repensar nossas rotas”, disse o vice-presidente da Nacional, Jairo Izaul dos Santos.

O executivo não quis adiantar quais são os planos de reestruturação da Nacional, mas informou que a empresa pretende aproveitar o espaço deixado pela Transbrasil no mercado de aviação. ‘Existem uma série de oportunidades a serem analisadas e o período de suspensão é justamente para estruturar um plano de crescimento.”

No final de 2001, a Nacional aumentou a sua frota de aviões de duas para cinco aeronaves. Até julho deste ano, o número deve saltar para dez aviões.

A Nacional foi criada no final de dezembro de 2000 por Aramis Maia, sobrinho do fazendeiro Tião Maia _um dos maiores pecuaristas do mundo. Tião Maia foi o primeiro brasileiro a ter um jatinho pessoal, comprado em 1972. Aramis Maia também é dono de uma fortuna construída nos últimos 25 anos em negócios com gado na Austrália.

Um mês da Nacional começar a voar, entrou em operação a Gol Transportes Aéreos, que completou um ano de atividades no último dia 15 de janeiro.

A companhia voa hoje para São Paulo (S), Salvador (BA), São Luis (MA), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Florianópolis (SC). Os planos de crescimento da Nacional _não confirmados pela empresa_ incluem a operação de vôos nos aeroportos principais do país, como Congonhas e Santos Dumont.

Como o foco principal de atuação da Nacional é o mercado charter (fretamento), a companhia tem mais facilidade para fazer modificações em sua malha aérea. Tem até a vantagem de suspender temporariamente as operações sem ter de prestar contas para o DAC (Departamento de Aviação Civil) já que não opera como uma empresa regular de aviação.

FONTE: Folha de São Paulo – Redação – São Paulo/SP