França cancelará vôos da Flash Airlines ao Egito

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O Centro de Estudos de Operadores de Viagem que reúne vinte agências de viagens francesas anunciou hoje que substituirá por outros aviões os próximos vôos programados com a Flash Airlines, companhia à qual pertence o aparelho que caiu no sábado no Egito.
O presidente do Centro, René-Marc Chikli, justificou a decisão alegando que, embora “não se questione” com esta medida a seriedade da Flash Airlines, “é inútil traumatizar os clientes”. Estavam previstos vários vôos com a Flash Airlines, que contava com uma frota de dois aviões, principalmente para a próxima quarta- feira.

“Serão encontradas soluções de substituição com ajuda das autoridades egípcias”, destacou Chikli, acrescentando que para esta tarde foi convocada uma reunião dos membros do Centro, entre eles a Fram, operador com o qual contrataram sua viagem 129 dos 133 turistas franceses que viajavam no avião do acidente.

Também comparecerá à reunião a Air Master, que serviu de intermediária para os operadores de viagem que reservaram lugares no vôo da Flash Airlines. Chikli ressaltou ainda a urgência de se enfrentar a crise gerada pelo acidente, já que os meses de janeiro a abril fazem parte da alta temporada de viagens ao Egito.

O presidente da Flash Airlines, Mohamed Nour, assegurou que o Boeing 737 que caiu logo após decolar do aeroporto do principal centro turístico egípcio do mar Vermelho, estava em perfeito estado.

Em entrevista à rede de televisão francesa LCI, Nour frisou que “as condições no momento da decolagem eram perfeitas” e negou que tivessem economizado em medidas de segurança para aumentar o lucro. “Acidentes acontecem e nenhuma companhia é infalível”, afirmou. Ele disse ainda que não se pode julgar as causas do acidentes até que sejam concluídas as investigações.

Em relação à proibição do vôo de seus aviões na Suíça, decidida em 2002 após terem sido detectados erros na segurança, o presidente da Flash Airlines garantiu que estes foram imediatamente resolvidos e que não eram de grande importância.

FONTE: EFE – Fernando Valduga, Aviação Bras – Porto Alegre/RS