Gol prepara entrada no mercado internacional de aviação

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A Gol Transportes Aéreos _que completa hoje um ano de operações_ se prepara para entrar no mercado aéreo internacional. Mas a entrada da caçulinha da aviação brasileira na rota internacional não será pela “porta da frente”. Em vez de operar diretamente rotas internacionais, a companhia fechará parcerias com companhias aéreas internacionais.

Dessa forma, a empresa mantém a estratégia de focar a atuação no mercado doméstico e, ao mesmo tempo, ganha terreno lá fora.

Segundo o vice-presidente de marketing da Gol, Tarcísio Gargioni, a parceria com a outra empresa prevê a alimentação e distribuição de passageiros. No sistema de alimentação, a Gol ficaria responsável por enviar seus passageiros para a outra companhia, que concluiria os vôos internacionais. Pelo lado da distribuição, a Gol receberia passageiros de fora do país da empresa-parceira com destino a outras rotas dentro do Brasil fora dos aeroportos internacionais.

Gargioni disse que a Gol não pretende entrar diretamente no mercado internacional de aviação. “Nossa filosofia é atuar no mercado doméstico com custos baixos.”

A negociação da parceria já está em andamento e deve ser concluída em meados de 2002. ‘Esta é uma de nossas metas para o segundo ano de operações da Gol.”

Se não fosse a crise da Argentina, a Gol já poderia ter decolado no mercado internacional. A companhia aérea havia fechado um acordo de fretamento com uma agência de viagens da província argentina de Córdoba para fazer vôos charter daquela localidade para Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). O acordo deveria entrar em vigor no começo de dezembro, mas as limitações ao saque bancário _impostas pelo governo da Argentina_ atrasaram as operações. “O acordo continua em vigor com a Argentina, mas levará mais tempo para começar a ser operado”, disse o vice-presidente-técnico da Gol, David Barioni Neto.

De acordo com suas previsões, a operação do acordo internacional deve ser adiada para o próximo período de alta temporada, em julho.

FONTE: Folha de São Paulo – Redação – São Paulo/SP

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