Grupo Lufthansa fecha ano de crise 2009 com lucro operacional de 130 milhões de euros

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Diante desse pano de fundo, a Assembléia Geral será aconselhada a não pagar dividendos aos acionistas para o exercício de 2009. Wolfgang Mayrhuber, presidente da Deutsche Lufthansa AG, disse por ocasião da apresentação dos números: “Nós nos afirmamos durante a crise porque nossas áreas de negócios têm base ampla e sólida e dispõem de forte balanço. Além disso, tomamos medidas objetivas e rápidas nas áreas de oferta de espaço e custos, sem, por isso, deixar de focar no cliente. O lucro operacional obtido sob condições extremamente difíceis não nos satisfaz, mas ainda assim é notável e representa a recompensa pelos constantes esforços empenhados na melhoria da lucratividade – é o resultado do bom trabalho feito por todos os funcionários da Lufthansa.”

O resultado operacional do grupo Passage Airline, que também contém o desempenho econômico de Germanwings, SWISS, Austrian Airlines e bmi, oito milhões de euros menor, ficou nitidamente abaixo do ano passado. A meta de lucro operacional desta área de negócios, portanto, deixou de ser atingida por pouco. Para combater a evolução negativa do negócio principal, todas as empresas aéreas do grupo tomaram medidas de garantia de resultados que continuaram sendo adotadas durante todo o exercício.

O objetivo do programa de garantia de resultados “CLIMB 2011” da Lufthansa Passage visa uma melhoria sustentável de resultados de um bilhão de euros até o final de 2011. O programa começou a entrar em vigor no terceiro trimestre de 2009, mas, ainda assim, a Lufthansa Passage contribuiu com 107 milhões de euros de prejuízo no ano todo. O resultado operacional da SWISS chegou a 93 milhões de euros, a Austrian Airlines entrou no resultado total do grupo Passage Airline com 31 milhões de prejuízo operacional no momento da consolidação total, a bmi contribuiu com um prejuízo de 31 milhões de euros e a Germanwings obteve lucro operacional de 24 milhões de euros.

Visando as medidas de garantia de resultados das empresas aéreas do grupo, Wolfgang Mayrhuber afirmou: “É decisivo neutralizar todas as implicações da crise. Por isso, nos concentramos em iniciativas inteligentes para melhorar a lucratividade e manter nosso alto nível de qualidade. Reduzir custos e aumentar a qualidade não se opõem – pelo contrário: continuamos investindo no nosso produto, em terra e a bordo, mesmo durante a crise. Nossos clientes nos agradecem por meio de avaliações execelentes no quesito satisfação. Pretendemos manter essa posição de destaque.”

A área de negócios Logística sofreu forte retração do faturamento em 2009 decorrente da demanda e registrou nítido prejuízo operacional. As medidas de garantia de resultados da Lufthansa Cargo, como redução da oferta de espaço nos cargueiros, dos horários de trabalho e dos custos materiais e budgets de projetos, continuam sendo adotadas. A Lufthansa Technik teve bom desempenho e registrou aumento do faturamento apesar das difíceis circunstâncias. A área de negócios conseguiu compensar a redução da demanda em algumas subáreas e até chegou a registrar resultado operacional maior em comparação ao do ano anterior.

A área de negócios de TI registrou leve melhoria do resultado. No entanto, faturamento e resultado operacional ficaram aquém dos do ano anterior, sendo que as medidas de garantia de resultados também continuam sendo adotadas nesta área de negócios. A área de negócios Catering melhorou discretamente o resultado operacional ao mesmo tempo em que registrou retração do faturamento. Mesmo assim, a LSG Sky Chefs continua se empenhando em combater a retração das receitas totais.

“Ainda não podemos dizer quanto tempo vai demorar para recuperarmos as atuais retrações. Por isso, um balanço robusto, ajustes eficientes da oferta de espaço e reduções de custos são e continuam sendo fatores de sucesso decisivos”, enfatizou Mayrhuber. Para o exercício em curso, o grupo conta com leve aceleração do faturamento. Além disso, em 2010 a evolução do faturamento refletirá pela primeira vez a consolidação total anual das novas empresas. No ano em curso, elas ainda não deverão contribuir para a lucratividade do grupo. Mesmo assim, o grupo pretende obter um resultado operacional acima do ano anterior. Os riscos dependem do momento da recuperação da demanda e do desenvolvimento dos preços do petróleo, o que pode tanto resultar em cenários positivos como em negativos.

O faturamento do Grupo Lufthansa no exercício de 2009 foi de 22,3 bilhões de euros, 10,3% a menos do que no ano anterior. As receitas do tráfego diminuíram 11,8% para 17,6 bilhões de euros devido ao mercado. Decisiva, para tanto, foi a redução dos números de passageiros e carga acompanhada da queda das receitas médias. Ao todo, os rendimentos operacionais do grupo no período diminuíram para 25 bilhões de euros, ou seja, 7,2%.

Os custos operacionais foram reduzidos em 3,6% para 24,8 bilhões de euros no decorrer do ano. Um dos principais motivos para tanto foi a redução de 1,7 bilhão de euros para um total de 3,6 bilhões de euros dos custos de combustível. Essa redução corresponde a 32,2%, tanto nos preços como na quantidade. As taxas ficaram cerca de 7,5% acima do valor do ano anterior.

O resultado operacional do grupo para o exercício de 2009 foi de 130 milhões de euros, 1,2 bilhão de euros menor do que no ano anterior. A soma contém o valor da diferença da consolidação inicial da Austrian Airlines (badwill) no total de 86 milhões de euros. A retração do resultado operacional deve-se principalmente à evolução negativa nas áreas de negócios Passage Airline e Logística. O resultado do grupo é de -112 milhões de euros. No mesmo período do ano anterior, ele chegava a 542 milhões de euros.

A Lufthansa investiu 2,4 bilhões de euros em 2009. Destes, 1,8 bilhão de euros foi destinado à ampliação e modernização da frota. 65 milhões de euros foram investidos na compra de 45% das cotas-parte da SN Airholding SA/NV (Brussels Airlines). Para a compra das empresas a serem consolidadas (principalmente Austrian Airlines e bmi), foram gastos 56 milhões de euros, dos quais foram deduzidos os meios de pagamento adquiridos. A venda das cotas-parte restantes da Condor e a amortização dos empréstimos a ela relacionada resultou no recebimento de 77 milhões de euros. O fluxo de caixa operacional foi de 2 bilhões de euros, o fluxo de caixa livre de 251 milhões de euros. No final do ano, o grupo registrou endividamento de crédito líquido de 2,2 bilhões de euros.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP