LAN continua mirando o mercado brasileiro

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Após ver a Gol adquirir a nova Varig a empresa LAN diz que continua olhando o Brasil como um mercado promissor e estuda alternativas, mas qual seriam elas?

Estudos realizados pelo portal Aviação Brasil apontam quatro alternativas para a chilena LAN ingressar no mercado nacional. Para que isto ocorra a empresa deveria buscar a compra de uma empresa nacional, no limite de 20%, permitido pelas leis brasileiras, mas podendo ser de 49% caso o congresso altere a lei vigente.

Recaímos em quatro empresas, a OceanAir, muito bem capitalizada, a BRA, recentemente adquirida por fundos internacionais, a Webjet, sem participação de fundos de investimentos e pouco aporte financeiro e a Vasp, em processo de recuperação.

No caso da OceanAir somente uma eventual mudança de plano do Grupo Sinergy permitiria tal operação, o que vemos ser pouco provável, ainda mais a após a compra de 10 Boeing 787 pelo Grupo com outras 10 opções, podendo ser convertidas para a OceanAir.

A BRA no final de 2006 foi adquirida por um fundo de investimentos para tornar a empresa mais competitiva, com novas aeronaves e rotas mais eficientes. Mas vale lembrar que a Nova Varig passou pelo mesmo processo e acabou sendo vendida para a Gol, permitindo ganhos de mais de 200% ao fundo americano que a arrematou em leilão.

A Webjet opera com uma frota de duas aeronaves, em cinco grandes cidades brasileiras e das quatro empresas analisadas seria a que hoje tem mais condições de receber um novo investidor e abrir frente com as outras empresas. Nos bastidores da ANAC a Webjet pode emperrar em batalhas para conquistar novas rotas.

A Vasp encontra-se em processo de recuperação judicial, sem crédito no exterior, mas ainda com um nome de respeito no mercado, apesar das adversidades de sua última gestão. O aporte da LAN poderia renovar a frota da empresa paulista e permitir um retorno em condições melhores para competir com TAM e GOL.

Alternativas existem e o que deve pesar é a estratégia da LAN no mercado brasileiro. Vamos aguardar mais alguns dias.

FONTE: Aviação Brasil – Redação – São Paulo/SP

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