Presidente da Infraero põe cargo à disposição

124

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, colocou o cargo à disposição nesta quinta-feira (19).

Ele está no Palácio do Planalto, esperando o fim de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva preparatória à reunião de sexta-feira (20) do Conac (Conselho de Aviação Civil).

Pereira já se reunião com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu. A reunião precisou ser interrompida para que Dilma fosse ao encontro de Lula. Abreu e Pereira permanecem no Planalto, esperando o fim da reunião.

O presidente chamou todos os ministros que integram o Conac mais o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito para a reunião. O órgão é presidido por Waldir Pires (Defesa) e formado por Celso Amorim (Relações Exteriores), Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Marta Suplicy (Turismo), Dilma Rousseff (Casa Civil).

Na reunião de sexta, participam também o presidente da Infraero e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi. As companhias aéreas também devem estar representadas.

Dia de reuniões
Durante todo o dia, o governo Federal esteve reunido para tentar resolver os problemas do Aeroporto de Congonhas e tentar resolver a crise aérea do país, que se arrasta há quase um ano. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve reunido com seis ministros, mas deixou de fora o responsável pela segurança nos vôos, o ministro da Defesa, Waldir Pires.

Desde o acidente do vôo JJ 3054, que vinha de Porto Alegre, o presidente escolheu como principal interlocutor o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que está em São Paulo acompanhando as investigações.

Pista de Congonhas
A possibilidade de que algum defeito na pista de Congonhas tenha sido a causa do acidente com o avião da TAM foi descartada pelo brigadeiro na sua chegada ao Planalto – conforme ele já havia declarado nesta manhã. Até o fim da tarde desta quinta-feira (19), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo já havia contabilizado 188 mortos no acidente.

O presidente da Infraero argumentou que o avião chocou-se contra o prédio da companhia aérea na mesma velocidade com a qual tocou no chão. O brigadeiro disse que indicaria problemas no Airbus A320 da TAM, que colidiu com o edifício da empresa de cargas TAM Express às 18h50 de terça-feira (17). “Garanto que a pista não teve nada a ver com o acidente. O avião chegou na mesma velocidade que saiu da pista.”

A empresa TAM também afirmou que a ausência ranhuras para escoamento de água na pista não impediria os pousos no Aeroporto de Congonhas. Segundo a empresa, o peso da aeronave havia sido calculado para atender às normas de segurança considerando as condições da pista de Congonhas e o fato de chover na hora do pouso. A companhia, porém, evitou ser conclusiva em relação ao fato de a pista não ter tido participação no acidente.

FONTE: Globonews – Redação – São Paulo/SP

Publicidade