TABA – Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (Brasil)

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Empresa: TABA – Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (Brasil)

Descrição: A TABA – Transportes Aéreos Regionais da Bacia Amazônica S/A., foi a primeira regional a entrar em funcionamento.

Ficou a seu cargo a primeira a Regiao Norte-Oeste, que compreendia os Estados do Acre e do Amazonas, os então territorios do Amapá, de Rondonia e de Roraima, parte do Estado do Para, a oeste da linha que une os aeroportos de Belem, Tucurui e Maraba, excluindo as duas cidades e parte do Estado do Mato Grosso.

Quando iniciou as suas operações, a empresa contava com 3 aeronaves Dart- Herald, duas das quais ja operavam anteriormente na regiao (desde agosto de 1975) e que, sob regime de arrendamento, lhe foram locadas pelo Govemo Federal. A empresa sempre necessitou de equipamentos com capacidade em tomo de 40 assentos, com capacidade satisfatoria para o transporte de carga em geral, e com autonomia de vôo maior do que a media dos equipamentos preconizados para as empresas aereas regionais brasileiras. Chegou a operar com o Embraer 110, Beechcraft e FH-227, conhecido no Brasil por Hirondelle e que nada mais é do que o Fokker F-27.

A TABA chegou a operar o jato BAe 146, da British Aerospace, mas nao teve uma boa experiência com a aeronave, que ficou muito tempo parado, por falta de peças de reposição, em uma época na qual a situação do Pais tomava difícil a importação. A aeronave realizava vôos na rota Belem – Altamira – Santarém – Itaituba – Alta Floresta – Cuiabá.

Seu fundador e presidente foi o Cel. Marcílio Gibson Jacques, que foi um dos acionistas do Loide Aéreo Nacional. Sua frota em 1984 estava composta por 2 Bae 146-100, 8 FH-227B e 10 Embraer 110. Em 1985 devolveu os jatos ingleses da British Aerospace e sua frota foi reduzida aos Embraer 110 (10) e Fairchild FH-227 (7), sendo que seu aproveitamento ficou na ordem dos 46%.

Em 1988 a empresa transportou 179 mil passageiros e comprou mais duas aeronaves Embraer 110.

Em 1990 o Plano Collor fez com que todas as empresas analisassem seus investimentos e a Taba fez o inverso, gastou US$ 7 milhões de dolares comprando sete Embraer 110 e US$ 50 milhões de dolares adquirindo três Dash 8-300.

Em 1991 a Taba iniciou seus vôos no VDC no trecho Pampulha – Santos Dumont com seus Dash 8-300. Sua frota, além dos Dash, constavam ainda com quatorze Embraer 110 e seis Fairchild FH-227, com os quais transportou 205.269 passageiros.

Em 1992 a empresa recebeu mais um Dash 8-300 e o colocou em operação na rota Brasília – Carajás – Belém e Manaus – Boa Vista – Georgetown, sendo então a primeira empresa regional brasileira a realizar vôos internacionais. Esta linha era realizada duas vezes por semana, as terças e quintas, com saída de Manaus a 5h00, e de Boa Vista as 7h00 para chegar em Georgetown as 8h20, no vôo 844. Naquele ano retirou 4 Embraer 110 e um FH 227 de operação e transportou 231.296 passageiros com 44% de aproveitamento.

Em 1993 a Taba recebeu dois jatos Fokker 100, para 108 passageiros, que se somou aos seis Dash 8-300, pois recebeu mais duas aeronaves no período, dez Embraer 110 e quatro Fairchild FH-227 que agora estavam operando exclusivamente cargas.

Em 1994 devolveu um dos Dash 8, alegando que os Fokker 100 estariam cobrindo a falta daquela aeronave.

Em 1995 a crise começou a dominar a companhia. Dos 10 Embraer 110 apenas quatro tinham condições de vôos, seus FH-227 não estavam mais voando e um dos Fokker 100 foi retomado por falta de pagamento. Numa situação desesperadora, a Taba realizou um acordo com a Air Vias para poder utilizar seus dois Boeing 727-200, de operação muito mais cara que o jato da Fokker.

Em março de 1996 a empresa que alugou os Dash 8 para a Taba os retomou por falta de pagamento e a empresa se viu encolhida com dois Embraer 110, pois os FH-227 não estavam em condições de vôo. Foram transportados 54.208 passageiros, uma queda absurda comparados os dados de 1995.

Em 1997, em situação pré-falimentar, a empresa transportou 17.265 passageiros.

Em 1998 a empresa operava as linhas de Belém – Altamira, Belém – Macapá, Manaus – Parintins, Manaus – Tefé e Cuiabá – Juará. Nestas rotas foram transportados em 24.350 passageiros em 1998.

Em 1999, último ano de sobrevivência da empresa, conseguiu transportar apenas 14.825 passageiros.

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Fundação: 22/11/1974

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Palavra-chave: TABA

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