Trip apresenta à Presidência da República sua estratégia de crescimento e sugere melhorias

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Adicionalmente, foram sugeridas medidas de estímulo para o transporte aéreo regional, que possibilitariam incrementar ainda mais sua expansão.

A companhia tem como foco estratégico o mercado de aviação regional, que é caracterizado pela realização de voos em ligações de baixa e média densidades de tráfego, operando com aeronaves de até 90 lugares. Este modelo de negócio se demonstrou sustentável para a TRIP, que apresenta atualmente, uma taxa de crescimento de 70% ao ano, independentemente da existência de subsídios ou protecionismos, e calcado apenas nas condições do atual mercado competitivo. A companhia obteve, recentemente, o financiamento para a aquisição de quatro aeronaves EMBRAER, contando com linhas do BNDES e Banco do Brasil.

As medidas sugeridas visam atender às necessidades do setor, que tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do País, dando maior acessibilidade a ligações, também fora dos grandes centros. Dessa forma, a companhia entende que uma política pública eficaz para o desenvolvimento do setor, passaria por medidas que equalizem as questões econômicas que atingem a aviação regional. Somente desta forma, o setor poderia iniciar um ciclo desenvolvimentista baseado no ganho de escala e redução de custos em uma vertente, e barateamento das tarifas e incentivo de tráfego na outra. Para tanto, a companhia sugere ações em três pontos fundamentais: financiamento de aeronaves, melhoria e ampliação da infraestrutura e tratamento tributário diferenciado.

A empresa ressaltou ao Presidente da República, a necessidade de forte ampliação e modernização das frotas de aeronaves regionais no país, e que um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas regionais, é justamente o seu financiamento. Os aviões regionais, contam hoje com poucas linhas de financiamento disponíveis, e praticamente inexistem instituições financeiras que façam o seu financiamento integral. Por outro lado, este fato não acontece nos aviões de grande porte, pois estes possuem maior disponibilidade de crédito e liquidez no mercado internacional e permitem financiamentos ou leasings integrais. A conseqüência disto é que a necessidade de caixa para introduzi-los é cinco vezes maior do que uma aeronave de grande porte. Além disso, a estrutura de garantias adicionais consome rapidamente a disponibilidade de crédito das empresas, onerando ainda mais, o custo de aquisição. Portanto a companhia propõe uma política de que viabilize o financiamento de 100% do valor das aeronaves, especialmente os jatos regionais da Embraer, através de um programa de garantias governamentais, associada ao financiamento complementar de capital de giro para o crescimento sustentável.

Referente à infraestrutura aeroportuária, a TRIP pleiteou que o plano de investimento da União ocorra de forma contínua e planejada, contemplando com ênfase os aeroportos nas cidades de médio e pequeno porte, para possibilitar o acesso das aeronaves regionais nestas localidades. A empresa ressaltou a dificuldade hoje encontrada para ampliar e manter as operações nos diversos aeródromos pelo interior do país, onde inclusive alguns deles tiveram operações suspensas em virtude das atuais exigências da Agencia Nacional de Aviação Civil.

Finalmente, a TRIP sugere um modelo de desoneração tributária, visando proporcionar a correção de assimetrias econômicas encontradas na operação em localidades remotas e de menos densidade de tráfego, em detrimento da operação nos grandes centros econômicos do país. Um exemplo clássico disto, é que o preço do combustível de aviação em uma cidade na região amazônica, devido a sua dificuldade de acesso e baixo consumo, possui um valor substancialmente superior aqueles cobrados nas capitais do país. Um exemplo de desoneração pleiteado, foi um esforço junto a todos os estados da federação, para reduzir o ICMS cobrado do combustível. Além disso, as assimetrias causadas pela baixa escala de produção hoje existente nesta indústria, seriam melhor diluídas com adoção deste tipo de política. A empresa entende que a indução de demanda ocasionada, bem como a propagação positiva para outros setores da economia nestas localidades, compensaria no médio e longo prazo qualquer renuncia fiscal adotada.

A TRIP Linhas Aéreas voa, atualmente, para mais de 70 destinos, tem uma frota de 27 aeronaves entre turboélices ATR e jatos regionais Embraer. Desde sua criação, investiu cerca de US$ 150 milhões em sua capitalização, o que permite uma estrutura de capital robusta para investimentos de mais de US$ 1 bilhão na aquisição de novas aeronaves, de forma a atingir uma frota de mais de 60 aeronaves regionais antes da Copa do Mundo de 2014.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP