United Airlines sai da concordata

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A UAL corporation, empresa holding cuja principal subsidiária é a United Airlines, anunciou oficialmente sua saída da concordata, hoje, quarta-feira, dia 1 de fevereiro de 2006, em Chicago. A medida se tornou possível depois da aprovação do plano de reorganização da empresa pelo Tribunal Federal de Falências dos Estados Unidos.

“Temos hoje a plataforma de negócios necessária para competir com as empresas mais fortes de nosso setor e uma clara estratégia de oferecer o serviço certo ao cliente certo pelo preço certo”, declarou o presidente, presidente do Conselho e executivo-chefe (CEO) da United, Glenn Tilton.

“Ao seguir em frente, a United mantém o compromisso de progredir continuamente com relação a custos, receita e operações, tendo como objetivo otimizar seus recursos e sustentar margens competitivas”, prosseguiu. “Avançamos muito, em nossa reestruturação, no sentido de reposicionar a empresa e construir sobre os nossos recursos, como uma rede mundial sem paralelos e a dedicação de nossos funcionários. Mas podemos ser melhores ainda. Estamos em um setor muito competitivo e não podemos dormir sobre o que alcançamos”.

“Nossa forma de agir está obtendo resultados, como demonstram os números”, afirmou o vice-presidente e encarregado do setor de finanças da United, Jake Brace. “Melhoramos substancialmente nossa situação financeira, apesar dos enormes aumentos verificados nos preços dos combustíveis nos últimos 12 meses. A United, além disso, tem um dos melhores registros operacionais do setor – em pontualidade, no transporte de bagagens, em menos reclamações de clientes e em outras áreas – o que nos ajuda a superar a média em receita por unidade”.

Nos últimos três anos, a United, entre outras conquistas, conseguiu reduzir seus custos em aproximadamente US$ 7 bilhões por ano, mostrar resultados bem melhores em seus balanços e fortalecer sua malha, eliminando serviços sem lucratividade. Reconfigurou sua frota, otimizando o uso dos aviões, aumentou de forma significativa a produtividade em todas as áreas e ampliou ou apresentou novos serviços dirigidos a grupos específicos de clientes.

Especialmente, a United aumentou sua presença internacional, com o objetivo de melhorar sua posição competitiva, que inclui rotas internacionais lucrativas e seu papel na Star Alliance, a maior e a mais bem sucedida aliança mundial de empresas aéreas. Para consolidar sua já forte posição nos setores de viagens corporativas e de negócios, a United lançou um novo serviço premium entre as costas Leste e Oeste dos Estados Unidos, o p.s., e melhorou de forma significativa seu serviço de jatos regionais, a United Express, que passou a oferecer Primeira Classe e a muito confortável seção Economy Plus em novos aviões. Também passou a operar uma divisão de preços reduzidos, a Ted, que está agora competindo com sucesso em diversos mercados, servindo ao mesmo tempo como alimentadora das operações principais da empresa.

A UAL Corporation se prepara para lançar ações ordinárias da empresa reorganizada, como previsto no plano de reorganização. A maioria dessas ações será entregue aos antigos credores sem garantias da empresa. As transações com essas ações, a serem efetuadas na bolsa NASDAQ, sob o símbolo UAUA, começarão amanhã, quinta-feira, dia 2 de fevereiro.

As antigas ações ordinárias, que vinham sendo negociadas sob o símbolo UALAQ.OB, foram canceladas e não podem mais ser negociadas desde hoje, quarta-feira, 1 de fevereiro.

Para marcar o lançamento das novas ações, Tilton abrirá a sessão da NASDAQ amanhã, quinta-feira, à distância, do aeroporto internacional O’Hare, em Chicago, principal centro de operações da United. O vice-presidente e encarregado do setor de Operações da United, Pete McDonald, será o encarregado do encerramento da seção, a partir do aeroporto Internacional de San Francisco, portão da United para o Oceano Pacífico.

A United obteve um crédito em condições favoráveis de US$ 3 bilhões, de um consórcio de instituições financeiras dirigido pelo JPMorgan Chase e pelo Citigroup Global Markets, para financiar sua saída da concordata. A empresa recebeu propostas que representavam mais que o dobro do capital necessário o empréstimo, permitindo uma redução de 75 pontos básicos nos custos do financiamento, para 375 pontos básicos da taxa interbancária LIBOR.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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