Varig recorre a renegociação de dívidas e vôos compartilhados

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O presidente da Varig , Marcelo Bottini, deve apresentar esta semana ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um plano de renegociação da dívida da aérea. Um dos pontos em discussão é o pedido de crédito de US$ 200 milhões aos fornecedores, além da suspensão do pagamento das tarifas aeroportuárias por cinco meses. Bottini apresentou o plano ao ministro da Defesa, Waldir Pires, na sexta-feira, em Brasília.

“Teríamos uma linha de crédito com cada credor, por determinado tempo, para que criássemos uma ponte entre a baixa e a alta estação”, disse à Radiobrás. Do total de crédito, US$ 70 milhões se referem ao pagamento de taxas à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e combustíveis da BR Distribuidora . Segundo Bottini, a criação desse crédito seria um passo para negociação com futuros investidores.

O presidente da Varig foi categórico ao afirmar que notícias sobre a possível falência da empresa são especulações. Ele garantiu que a empresa está tomando todas as medidas para sair da atual crise. “Estamos trabalhando em uma série de frentes para solucionar isso. Não tenho a menor dúvida de que a Varig não vai parar”, declarou.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já prepara um acordo operacional para que os vôos da Varig sejam compartilhados por outras empresas de aviação. O órgão mantém conversas com a TAM , a Ocean Air e a Gol , além de estrangeiras como a TAP , a Lufthansa e a United Airlines .

Na sexta-feira, houve uma mudança na cúpula do Aerus , fundo de pensão da Varig. O então presidente, Odilon Junqueira, foi destituído e para o seu lugar foi indicado o ex-procurador da Fazenda Nacional, Ricardo Lodi Ribeiro.

A crise na Varig tem feito as agências de turismo paulistas Diskline Câmbio e Turismo, TCN Agência de Viagem e Turismo, Gianini Agência de Viagem e Turismo e Linkytour evitarem a oferta de bilhetes da companhia para os clientes que procuram reservar horários para vôos nacionais e internacionais. As agências estão cautelosas e procuram advertir seus consumidores sobre as possíveis complicações que podem enfrentar ao optarem por voar pela empresa.

FONTE: DCI – Danielle Nogueira e Juliana Schincariol – São Paulo/SP

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