Boeing mira pedidos firmes para seus 737MAX neste ano

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A Boeing almeja converter todos os compromissos de encomendas por sua aeronave de corredor único 737MAX em pedidos firmes neste ano e também conseguir mais pedidos, disse o chefe do negócio de aviões comerciais.

Jim Albaugh, presidente-executivo da Boeing Commercial Airplanes, disse que neste ano a companhia vai se focar em entregar a grande carteira de pedidos, assim como traçar uma estratégia para sua aeronave de dois corredores.

A Boeing entrou um ano atrasada, na disputa com a rival Airbus, na corrida para conquistar o mercado de aviões de corredor único estimado em 2 trilhões de dólares, e está lutando para restaurar o equilíbrio no tenso duopólio das duas companhias. “Temos mais de 1.100 compromissos de encomendas e nossa meta neste ano é transformar tudo isso em pedidos firmes”, disse Albaugh a repórteres em Cingapura.

“Esperamos ter algo próximo de dois mil aviões antes de lançarmos o primeiro”, disse ele, referindo-se ao número de pedidos firmes pelo 737MAX que a companhia deseja antes de sua primeira entrega em 2017.

Tanto Airbus quanto Boeing garantiram cerca de 40 bilhões de dólares em encomendas pelas aeronaves de corredor único nos últimos meses de companhias aéreas de baixo custo do sul asiático, levantando preocupações sobre excesso de capacidade.

Albaugh disse que existe um risco de que o grande número de encomendas globais possa ser adiado ou até mesmo cancelado se houver mais problemas econômicos. Sobre a estratégia para sua aeronave de dois corredores, ele disse que a companhia vai tomar uma decisão sobre se segue adiante com o cronograma de produzir uma versão mais extensa do 787 Dreamliner até fim deste ano.

Na semana passada, a Boeing disse que está considerando fazer uma versão alongada de sua nova família de aviões 787, o que permitirá carregar 40 passageiros a mais -totalizando 320 pessoas- em comparação à versão atual 787-9.

O projeto do Dreamliner tem sido bastante comentado nas últimas semanas devido a problemas em sua fuselagem. Mas Albaugh reiterou a afirmação anterior da Boeing de que este não é um grande problema e não deve causar qualquer problema de segurança no curto prazo.

 
Fonte: http://br.reuters.com

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