Cmte. Deílson Cunha Matoso – Superintendente da Total Linhas Aéreas

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Aviação Brasil – Como foi o ano de 2005 para a Total no mercado de passageiros?

Cmte. Deílson Matoso – 2005, para a Total, foi um ano de expressivo crescimento e principalmente consolidação da atividade de transporte aéreo regular de passageiros. Atualmente a empresa transporta cerca de 36.000 passageiros por mês, atendendo 21 cidades entre Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito-Federal e região Norte do país.

Aviação Brasil – A carga está sendo um diferencial de receita para a empresa? A atuação da Total é somente na RPN?

Cmte. Deílson Matoso – Sem dúvida a atuação no transporte de cargas continua sendo um dos principais negócio da empresa. Neste segmento a Total atua principalmente através de um regime de grandes contratos, como por exemplo o transporte de malotes postais para os Correios.

Aviação Brasil – As rotas da região norte serão operadas em definitivo pela Total ou somente em carater provisório? Como os usuários daquela região receberam os serviços da Total?

Cmte. Deílson Matoso – A região Norte é parte da estratégia permanente de consolidação e expansão da Total. A existência de uma infra-estrutura adequada, inclusive de hangar próprio, montada em função do contrato da empresa com a Petrobras para transporte de funcionários até as bases de petróleo do amazonas, foi o grande incentivo para a exploração das linhas regulares na região.

A linha regular regional permite a ligação aérea entre capitais e cidades economicamente importantes, favorecendo o crescimento e o desenvolvimento de grandes centros urbanos localizados no interior dos estados. O objetivo da Total é colaborar, oferecendo um meio de transporte rápido, seguro e confortável. Na região Norte, a distância entre as cidades é significativa e muitas vezes o único meio de transporte é o avião. A receptividade tem sido expressiva, parte em função das circunstâncias apresentadas e principalmente porque os serviços prestados pela Total são de qualidade.

Aviação Brasil – Quais as linhas que a Total atende com uma atenção especial por serem estratégicas para a empresa?

Cmte. Deílson Matoso – Várias linhas em Minas Gerais e no Norte do país são estratégicas. Os clientes da Total são, em sua maioria, grandes empresas e seus respectivos colaboradores. Nas cidades em que a concentração de indústrias de ponta é maior, o fluxo de passageiros é automaticamente mais expressivo. Como exemplo podemos citar Ipatinga, onde fica a Usiminas, Uberlândia, Montes Claros, Porto Trombetas, com a Mineração Rio do Norte, e outras.

Aviação Brasil – Como funciona a área de manutenção da Total? A empresa presta serviços a terceiros? Se sim, quais clientes são atendidos?

Cmte. Deílson Matoso – A Total possui uma oficina autorizada pelo fabricante, para prestar manutenção nas aeronaves que opera e inclusive para terceiros. Somos a única na América Latina. Com isso, aeronaves de Cuba, da empresa Aerocaribbean, do Uruguai, da Pluna e de outros países próximos são deslocadas até o hangar da Total em Belo Horizonte para grandes revisões.

Aviação Brasil – Em outubro, a Total ficou atrás somente da Tam, Gol e Varig em passageiros quilometro transportados pagos e com índice melhor que a Rico, OceanAir e Trip. A que se deve este crescimento?

Cmte. Deílson Matoso – Este crescimento é resultado de um trabalho sério e dedicado da empresa. A nossa missão é transportar passageiros e cargas com segurança e pontualidade, características que perseguimos a todo custo. Para isso, são feitos investimentos constantes, em equipamentos, pessoal e diferenciais.

A Total valoriza muito seus funcionários e os treinamentos são intensos e constantes. A empresa oferece bolsas de estudo (ajuda no pagamento de cursos de graduação e pós graduação) e os colaboradores têm aulas de inglês em horário de trabalho. Os pilotos, peças chave no nosso negócio, são enviados constamente ao exterior, para treinamentos em simuladores de vôo.

A empresa é também na implantação do CRM na versão “Complete Resource Management”, o que existe de mais moderno em termos de filosofia de segurança de vôo.

Além disso, a diretoria está sempre atenta às novas tendências e necessidades do mercado de aviação. Parte do sucesso da Total é resultante da visão da empresa sobre a importância das rotas regionais, fundamentais para o desenvolvimento do país. A Total cresceu ao preencher lacunas deixadas por grandes companhias, que não acumulavam lucro nesses trechos secundários, operados muitas vezes por aeronaves inadequadas para a demanda.

Aviação Brasil – A participação de mercado da Total passou de 0,32% para 0,60% de 2004 para 2005, analisando o período de janeiro a outubro. A chegada das novas aeronaves ATR 42-500 e ATR 72 contribuíram para isso ou foram adicionadas novas frequências as atuais?

Cmte. Deílson Matoso – Tanto a chegada das novas aeronaves quanto o aumento de frequências e de cidades atendidas foram responsáveis por este aumento na participação de mercado. Isto porque o aumento da frota resulta, automaticamente, em maior oferta de assentos. E as novas rotas, sempre ligando capitais ao interior, são traçadas a partir de decisões tomadas em função de análise de mercado, onde felizmente a Total tem acertado em suas escolhas e acumulado um crescente aproveitamento de assentos.

Aviação Brasil – Falando em novas aeronaves, porque a empresa optou pelos ATR 42-500 e ATR 72-200?

Cmte. Deílson Matoso – As modernas aeronaves ATR (Avión de Transport Régional) são fabricadas em Toulouse na França, pelo mesmo fabricante do Airbus. A escolha da Total por este tipo de avião se justifica pelo fato dos mesmos serem 100% adequados para realizar o tipo de transporte que operamos, o regional (de distâncias mais curtas e em pistas de pouso de menor capacidade).

Com relação aos modelos específicos citados acima, o ATR 72 transporta 66 passageiros, 21 a mais que os modelos ATR 42, permitindo melhor aproveitamento em alguns trechos com grande demanda de passageiros. E o ATR42 500 possui recursos inovadores em termos de atenuação de ruídos, economia de combustível e performance. A atualização da frota representa ganho de tempo, conforto e qualidade aos passageiros.

Aviação Brasil – Quais os planos da Total para o mercado de passageiros e carga para 2006?

Cmte. Deílson Matoso – A Aviação Regional tem ainda enorme potencial para crescimento. Existem no interior do país importantes pólos econômicos e turísticos, carentes de uma linha regular aérea, que merecem atenção. A Total tem como objetivo suprir essa deficiência, principalmente em Minas Gerais.

Em relação ao transporte de cargas, a empresa pretende continuar prestando serviços para seus principais clientes, como os correios e o banco central.

Aviação Brasil – Finalizando, quanto foi o faturamento da empresa em 2004 e qual a projeção para 2005?

Cmte. Deílson Matoso – Faturamento 2004 – R$128.794.463,00

Faturamento 2005 (previsão) – R$213.750.000,00

Pax transportados 2004 – 176.802 passageiros

Pax transportados 2005 (previsão) – 375.000 passageiros (trezentos e setenta e cinco mil).

Aviação Brasil – Obrigado Cmte. Matoso pela entrevista e sucesso para todos da Total Linhas Aéreas em 2006.

FONTE: Aviação Brasil – Alexandre Barros – São Paulo/SP

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