Continental e United serão apenas United Airlines, uma empresa de US$ 29 bilhões anuais

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Este é o resultado de uma fusão bem sucedida entre duas das maiores empresas aéreas do mundo. A empresa holding da nova instituição se chamará United Continental Holdings, Inc., e o nome da empresa aérea será United Airlines. A marca de marketing será uma combinação das marcas das duas empresas. Os aviões usarão o desenho, o logotipo e as cores da Continental e o nome da United. O slogan da campanha do anúncio será “Let1s Fly Together” (Vamos Voar Juntos). A sede corporativa e operacional da nova empresa será em Chicago e ela manterá uma presença significativa em Houston, que será o maior centro de conexões da empresa.

Glenn Tilton, presidente do Conselho, presidente e CEO da UAL Corporation, será o presidente não executivo do Conselho de Direção da empresa combinada até 31 de dezembro de 2012 ou o segundo aniversário do encerramento, o que ocorrer mais tarde. Jeff Smisek, presidente do Conselho, presidente e CEO da Continental, será o CEO e terá uma cadeira no Conselho de Direção. Ele também passará a ser presidente executivo do Conselho quando Tilton deixar de ser o presidente não executivo do Conselho.

A combinação da United com a Continental une as redes mais complementares das empresas aéreas norte-americanas, com uma quantidade mínima de rotas operadas simultaneamente pelas duas empresas. A nova empresa oferecerá serviços mais amplos para Ásia, Europa, América Latina, África e Oriente Médio, a partir de centros de conexões bem situados nas regiões da Costa Leste, Costa Oeste, Sul e Meio-Oeste dos Estados Unidos. Serão dez centros de conexões, inclusive centros situados nas quatro maiores cidades dos Estados Unidos, e oferecerá um serviço mais amplo a comunidades de pequeno e médio porte. Juntas, a Continental e a United transportam mais de 144 milhões de passageiros por ano, voando para 370 destinos em 59 países.

A nova empresa em números:

87.529 funcionários

1.236 aviões na frota sendo: 55 Airbus A319, 97 Airbus A320, 30 Boeing 737-500, 36 Boeing 737-700, 117 Boeing 737-800, 43 Boeing 737-900, 25 Boeing 747-400, 126 Boeing 757-200, 21 Boeing 757-300, 10 Boeing 767-200, 16 Boeing 767-400, 35 Boeing 767-300ER, 72 Boeing 777-200, 16 Bombardier Q200, 14 Bombardier Q400, 199 Canadair (CRJ 200/700), 7 De Havilland Dash 8-200, 12 Embraer 120 Brasília, 221 Embraer ERJ 145 e 74 Embraer (145/170).

Numa base pró-forma, o faturamento será aproximadamente de US$ 29 bilhões por ano, com base nos resultados financeiros de 2009, e um saldo de caixa sem restrições de cerca de US$ 7,4 bilhões com base nos dados do fim do primeiro trimestre de 2010, incluindo uma transação financeira recentemente concluída pela United.

Espera-se que a fusão resulte em sinergias líquidas de entre US$ 1,0 bilhão e US$ 1,2 bilhão por ano por volta de 2013, incluindo um aumento de entre US$ 800 milhões e US$ 900 milhões no faturamento anual, resultante em grande parte do maior número de opções para o consumidor, resultante do maior alcance e escala da rede e do aumento do número de operações internacionais tornado possível pelo crescimento da rede da empresa combinada.

As sinergias esperadas se somam aos significativos benefícios derivados da aliança já existente entre as duas empresas e os esperados de seus futuros envolvimentos em joint ventures. Espera-se também que a empresa combinada obtenha entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões em sinergias líquidas em custos por volta de 2013. As despesas unitárias relacionadas com a transição deverão atingir o total de aproximadamente US$ 1,2 bilhão, distribuídas por um período de três anos.

A fusão foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de direção das duas empresas A entrada em vigor, porém, está condicionada à aprovação pelos acionistas das duas empresas, autorização dos órgãos reguladores e condições de encerramento normais. As empresas esperam completar a transação no quarto trimestre de 2010. Durante o período entre a assinatura e a concretização da fusão, os CEOs das duas empresas chefiarão uma equipe de transição, que terá como tarefa a preparação de um plano específico de integração.

A J.P. Morgan Securities Inc. e a Goldman, Sachs & Co. atuaram como consultores financeiros e prestaram assessoria à United e a Lazard e a Morgan Stanley atuaram como consultores financeiros e prestaram assessoria à Continental. Jones Day, Vinson & Elkins LLP e Freshfields Bruckhaus Deringer LLP prestaram assessoria jurídica à Continental e a Cravath, Swaine & Moore LLP foram os consultores jurídicos da United.