Uma empresa que nasceu sobe denominação de Compania Nacional Cubana de Aviacion Curtiss em 8 outubro de 1929. Iniciou voos em 1930 utilizando um Ford 4-AT. Em 6 de maio de 1932 a Pan American adquiriu a empresa e passou a se chamar Compania Nacional Cubana de Aviacion. Em 1945, renomeou-se para Compania Cubana de Aviacion e realizou seu primeiro voo internacional com um Douglas DC-3, tendo como destino a cidade americana de Miami. Em 26 de abril de 1948, com um Douglas DC-4 alugado da Panam, a Cubana realizou seu primeiro voo transatlântico, ligando Havana a Madrid, com escala em Açores.

Em maio de 1953 a Cubana foi autorizada a voar para New York e também a realizar as linhas Miami – Varadero, Havana – Porto Príncipe e Havana – México. A empresa chegou a comprar 3 Lockheed 049 Constellations para operar as linhas.

Em 22 de novembro de 1954 a Cubana operou com os Lockheed L1049A Super Constellations nas linhas de Madrid e México. Um modelo 1049G chegou pouco tempo depois e entrou na rota diária de New York em 14 de março de 1956. Em dezembro de 1955 a Cubana comprou 3 Vickers Viscounts que entraram em serviço em 25 de maio de 1956.

As aeronaves britânicas causaram boa impressão na Cubana e em agosto de 1958 a empresa decidiu comprar dois Bristol Britannia que entraram em operação na linha do México e na linha de New York em 22 de dezembro de 1958.

Em 1959 o governo de Cuba reorganizou a empresa que passou a ser chamar Empresa Consolidada Cubana de Aviacion e aeronaves russas passaram a ser utilizadas. Para os serviços internacionais chegaram os aviões Ilyushin IL-18 e para os voos de curta distância os Ilyushin IL-14 e Antonov AN-24, sendo este introduzido na frota em 1960.

Em 26 de junho de 1971 a Cubana pousou em Santiago do Chile com escala em Lima. Em 24 de abril de 1972 o primeiro jato que chegou a frota da Cubana foi um Ilyushin IL-62 que entrou em operação para Madrid, via Açores. Os IL-62 substituíram também os Britannia na rota Havana – Praga em 19 de setembro de 1972 e inauguraram serviços para Berlim em 3 abril de 1973.

Os Ilyushin IL-18 trabalharam em rotas mais curtas e atenderam as cidades de Georgetown, Guyana, Port of Spain e Bridgetown em 3 de outubro de 1973. Para as linhas domésticas a Cubana recebeu os IL-18 e Antonov 24 que substituíram os IL-14 recebidos no início dos anos 60. Ainda chegaram as aeronaves Tupolev Tu-154 e os pequenos Yakolev Yak-40 e Yak 42 para curtas distâncias. Em fevereiro de 1976 a Cubana alugou da Air Canada um Douglas DC-8-43.

Com o fim da União Soviética no final dos anos 80, aeronaves ocidentais voltaram a fazer parte da frota da empresa e um Douglas DC-10, da AOM, foi constantemente utilizado na empresa, assim como o Fokker F27.

Em 1993, após o acordo bilateral entre Brasil e Cuba, a empresa começou a operar a rota Havana – Barbados – São Paulo com Ilyushin IL-62 uma vez por semana. Cubana - F-GNME Em 1997 arrendou uma aeronaves Douglas DC-10-30 da AOM e Boeing 767-300ER para operar linhas para a Europa. Em 1999 realizou a troca na rota de São Paulo do Ilyushin 62 por Airbus A320 que foi novamente trocada em 2000 por um Douglas DC-10-30. No ano de 2002, a Cubana voltou mais uma vez a introduzir o velho Ilyushin IL-62 na rota. Em 2004 suspendeu seu voo para São Paulo. Em agosto de 2005 encomendou 3 Antonov AN 148-100. Em 2007 recebeu o novo Tupolev TU-204.

Em 2013 voltou a atender São Paulo, com um voo semanal, alternando o equipamento entre o Tupolev 204 e o Airbus A320. Este voo continua de forma não regular, assim como voos esporádicos para o Rio de Janeiro, Manaus e Brasília.

Em 2017 obteve o seguinte desempenho nas rotas operadas no Brasil:
OrigemDestinoPassageiros TotalMarket-Share
BRASÍLIAHAVANA4.91961,55%
BRASÍLIAMANAUS (Sem direito de tráfego)1301,63%
MANAUSHAVANA1.25815,74%
SÃO PAULO - GUARULHOSHAVANA1.68521,08%
Total geral7.992100,00%
Em 2018, até 30 de junho, obteve o seguinte desempenho em passageiros embarcados no Brasil.
OrigemDestinoPassageiros TotalMarket-Share
BRASÍLIAHAVANA2.39959,60%
MANAUSHAVANA68817,09%
SÃO PAULO - GUARULHOSHAVANA93823,30%
Total geral4.025100,00%
Desde quando começou a operar no Brasil, este é o desempenho ano a ano da companhia, com os números do Brasil para Cuba, Cuba para o Brasil e o total da rota, em passageiros transportados.
AnoBrasil - Exterior%Exterior - Brasil%Total Pax%
20177.862-8,16%7.210-13,97%15.072-11,04%
20168.561-28,70%8.381-33,43%16.942-31,12%
201512.00759,54%12.58910,00%24.59629,65%
20147.526365,14%11.44595,71%18.971154,10%
20131.618144,78%5.848701,10%7.466436,74%
2005661-80,38%730-71,08%1.391-76,40%
20043.369-23,05%2.524-40,64%5.893-31,71%
20034.378-14,84%4.252-19,85%8.630-17,38%
20025.141-15,54%5.305-17,70%10.446-16,65%
20016.087-10,43%6.44619,95%12.5332,98%
20006.796-6,78%5.374-23,56%12.170-15,01%
19997.290-31,96%7.030-30,25%14.320-31,13%
199810.715-19,62%10.079-24,33%20.794-21,98%
199713.331163,46%13.3208330,38%26.651410,75%
19965.0605,88%158-96,82%5.218-46,48%
19954.77942,61%4.97049,52%9.74946,05%
19943.3513.3246.675

Voos em Operação de e para o Brasil

Frota da Empresa

Publicidade