Azul divulga balanço trimestral

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Apresentamos um resumo relevante do Balanço do primeiro trimestre da Azul Linhas Aéreas
Receita Líquida
No primeiro trimestre de 2017 a Azul reportou uma receita líquida de R$1.873,8 milhões, crescimento de 12,3% comparado com o mesmo período do ano passado, devido principalmente ao aumento de 8,3% na receita de transporte de passageiros e ao crescimento de 43,3% em outras receitas.
Os passageiros quilômetro transportados (RPKs) aumentaram 7,0%, frente a um aumento de 2,7% na capacidade, levando uma taxa de ocupação de 81,4%, um aumento de 3,3 pontos percentuais em comparação ao primeiro trimestre de 2016. O yield expandiu 1,2% em relação ao primeiro trimestre de 2016, resultando no aumento de 5,5% no PRASK.
O aumento de R$82,6 milhões, ou 43,3%, nas outras receitas deve-se, principalmente, a R$ 29,0 milhões relacionados com o subarrendamento de 15 aeronaves à TAP, iniciado no segundo trimestre de 2016, aumento de 34% na receita de cargas, e ao aumento nas receitas auxiliares relacionadas a passageiros, impulsionado por um aumento de 7% no número de passageiros ano a ano. Outras receitas por passageiro aumentaram 33,8%, passando de R$36,2 por passageiro no primeiro trimestre de 2016 para R$48,5 por passageiro no primeiro trimestre de 2017.
A receita líquida total por ASK (RASK) aumentou 9,4%, de 26,83 centavos no primeiro trimestre de 2016 para 29,35 centavos nesse trimestre.
Custos e Despesas Operacionais
Os custos e despesas operacionais mantiveram-se estáveis em R$1.668,6 milhões, representando um ligeiro crescimento de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016.
Os custos por ASK (CASK) diminuíram 2,2% para 26,14 centavos. Excluindo o combustível, os custos e despesas operacionais por ASK diminuíram 6,9%, devido principalmente às nossas iniciativas de redução de custo e à apreciação média de 19,5% do real frente ao dólar, o que resultou em menores despesas de aluguel de aeronave e manutenção.
Resultado não operacional
Os resultados não operacionais incluem receitas financeiras, despesas financeiras, instrumentos financeiros derivativos, o impacto das variações cambiais e os resultados com partes relacionadas. A Azul registrou despesas financeiras líquidas de R$156,5 milhões no primeiro trimestre de 2017, comparado com R$75,0 milhões no primeiro trimestre de 2016.
As receitas financeiras aumentaram 6,1%, total de R$8,1 milhões, relacionada principalmente com o aumento do caixa total, que considera caixa, aplicação financeira circulante e não circulante e aplicações financeiras vinculadas circulantes e não circulantes, que passou de R$854,0 milhões em 31 de março de 2016 para R$1.517,3 milhões em 31 de março de 2017.
As despesas financeiras reduziram 35,3%, totalizando R$139,3 milhões, em decorrência de saldo da dívida bruta 14,2% inferior, sendo R$3.715,9 milhões em 31 de março de 2017, comparado com R$4.331,7 milhões em 31 de março de 2016, redução do CDI médio no período, que passou de 14,1% no primeiro trimestre de 2016 para 12,7% no primeiro trimestre de 2017, e redução de outras despesas em 40,7%, principalmente relacionado à despesas não recorrentes do primeiro trimestre de 2016.
A Azul utiliza instrumentos financeiros para proteger seu fluxo de caixa futuro das taxas de juros flutuantes e das taxas de câmbio de moeda estrangeira. Em 31 de março de 2017, a Azul havia fechado contratos de combustível de aproximadamente 20% do restante do consumo de 2017 por meio de instrumentos financeiros derivativos e contratos de preço fixo com nosso principal fornecedor.
Liquidez
A Azul encerrou o trimestre com R$1.517,3 milhões em caixa, equivalentes de caixa, aplicação financeira circulante e não circulante e aplicações financeiras vinculadas circulantes e não circulantes, comparado com os R$1.795,6 milhões em 31 de dezembro de 2016. Considerando a linha de contas a receber, a posição de liquidez total da Azul foi de R$2.139,8 milhões no final do primeiro trimestre de 2017, ante R$2.468,9 milhões em dezembro de 2016 e R$1.665,2 milhões em 31 de março de 2016.
Além de encerrar o trimestre com uma sólida posição de caixa, a Azul também amortizou R$401,2 milhões de dívidas durante o primeiro trimestre de 2017. Com os recursos do IPO recebido em abril, a posição de caixa da Companhia será significativamente reforçada nos próximos meses.
Empréstimos e Financiamentos
Ao final do primeiro trimestre de 2017, a dívida total da Azul era de R$3.715,9 milhões, com prazo médio de 2,2 anos, e custo médio de 13,6% para a dívida local (taxa média do CDI foi de 12,7% no primeiro trimestre de 2017) e de 4,0% para a dívida em dólares. Aproximadamente 55% da dívida da Azul é denominada em reais.
A dívida de curto prazo da Azul, excluindo o financiamento de aeronaves, totalizou R$710,0 milhões em 31 de março de 2017. Os recursos do IPO serão utilizados parcialmente para amortizar a dívida de capital de giro nos próximos doze meses. A dívida de capital de giro consiste principalmente em empréstimos com bancos
brasileiros que utilizam recebíveis como garantias, e é denominada em moeda local para mitigar a exposição às flutuações cambiais. Aproximadamente 98% da dívida não relacionada à aeronave estava denominada em reais em 31 de março de 2017.
Frota e Investimentos
Em 31 de março de 2017, a Azul possuía uma frota operacional de 122 aeronaves, composta por 71 E-Jets, 39 ATRs, sete A320neos e cinco A330, com idade média de 5,0 anos. A frota contratual da Companhia, que inclui 15 aeronaves subarrendadas à TAP, totalizou 142 aeronaves, das quais 37 estão em leasing financeiro e 105 em leasing operacional. As 20 aeronaves que não estão na frota operacional consistem em 15 aeronaves subarrendadas, 4 E-Jets que estão em processos de transferência para a TAP, e um ATR.
Projeções 2017
Em 2017 a Azul espera um ligeiro aumento no número de decolagens, entre 1% e 2%, e também substituir aeronaves menores por A320neos, que devem totalizar 11 até o final do ano. Como consequência, os ASKs devem aumentar entre 11% e 13%. Os A320neo representaram 11% do ASKs do primeiro trimestre de 2017 e esperasse que eles representem até 20% no final do ano.
Como resultado da introdução de mais assentos a companhia espera uma redução no CASK ex-fuel entre 3,5% e 5,5% na comparação anual. A margem operacional esperada deverá atingir entre 9% e 11%.
Estas projeções baseiam-se em estimativas preliminares e estão sujeitos a alterações devido às flutuações nos preços do petróleo, na taxa de câmbio e nas condições macroeconômicas gerais.