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LAB – Lloyd Aereo Boliviano (Bolívia)

LAB – Lloyd Aereo Boliviano (Bolívia)

 

O Lloyd Aéreo Boliviano iniciou seus vôos em 15 de setembro de 1925 voando com um Junkers F-13 entre Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, rota que tornaria-se regular em 24 de dezembro daquele mesmo ano. Em fevereiro de 1928 a LAB abriu nova rota de Santa Cruz para Puerto Suarez, na fronteira com o Brasil. O Governo boliviano tinha participação na empresa e vendeu esta participação em 1928. Com este capital a empresa adicionou mais 3 aeronaves Junkers F-13. Com isso dava-se início aos vôos para a Argentina e o Brasil (La Paz – Corumbá). A LAB chegou a utilizar também o Junkers W34 e o Junkers JU-52. No final do ano de 1936 a frota da LAB era composta por 3 Junkers F-13, 1 Sikorsky -38B, 3 Junkers JU-52 e 4 Junkers W34.

No ano de 1941, no mês de maio, o Governo voltou a nacionalizar a empresa. Com a 2ª Guerra Mundial, a LAB retirou de serviço as aeronaves alemãs Junkers e passou a operar com aviões americanos Lockheed Lodestar, de 12 passageiros. Em agosto de 1945 chegaram os primeiros dos dezenove Douglas DC-3. Em 1949 chegava o primeiro dos oito Curtiss C-46 e logo após o Douglas DC-4. Com esta aeronave dava-se início as operações até Assunção, no Paraguai.

Em 1950 adquiriu o primeiro dos onze Boeing B-17 Flying Fortress e o converteu em aeronave de carga. Em 20 de março de 1954 deu o primeiro passo rumo ao exterior com o vôo para Arica, no Chile. Dois Douglas DC-4 foram adicionados em abril de 1955 e com isso a LAB continuaava sua expansão. Em 9 de julho de 1957 a empresa reativava a linha Corumbá – La Paz, suspensa na II Guerra Mundial. Em 28 de janeiro de 1958 a LAB chegaria a Porto Velho. Em 1º de abril de 1959 a LAB iniciaava os vôos para Assunção, no Paraguai, com o Douglas DC-4. Esta linha foi extendida até Buenos Aires em 2 de julho de 1959.

Em 1960 a empresa recebeu quatro Douglas DC-6B e iniciou em 1961 vôos para Lima, no mês de março. Em maio de 1963 estas aeronaves abriram também linha para São Paulo (Congonhas). Em 1966 a empresa encomendou os Fairchild FH-227 que entraram em operação em 9 de outubro de 1968, quase um mês após a entrada dos Lockheed Electra, em 19 de setembro de 1968.

Em 14 de março de 1970 chegava o primeiro avião a jato da LAB. Tratava-se de um Boeing 727-100 que logo entrou em operação na rota Cochabamba – La Paz. Logo após o Boeing 727-100 passou a voar de Arica para São Paulo e Buenos Aires. Em 18 de setembro de 1975 a LAB comprou outros dois Boeing 727 que, em outubro, começaram a voar para os Estados Unidos na cidade de Miami, via Panamá. Em abril de 1977 a LAB encomendou dois Boeing 727-200 com motores mais potentes, capazes de operar em La Paz. Em 1º de dezembro de 1977 a LAB passou a voar para Miami via Manaus com o Boeing 727-200. Naquele mesmo ano um Boeing 707-323CF foi adquirido exclusivamente para o transporte de cargas.

Em 1988 começou a operar em Belo Horizonte (Confins) e sua frota estava composta por 3 Fokker 27, 1 Boeing 707 de passageiros e um de carga, 3 Boeing 727-100 e 3 Boeing 727-200.

No início dos anos 90, mais precisamente 1991, um Airbus A310-300 chegava para a companhia além do arrendamento do Airbus A300B2K, da VASP. A aeronave A310 realiza até hoje vôos para Miami. Um Boeing 707 foi utilizado exclusivamente como cargueiro e atendia as cidades de Miami e Campinas.

Em 1º de Dezembro de 1995 a VASP adquiria 49% das ações da LAB, introduzindo em sua frota um Boeing 737-300 no final de 1996 e deixando à companhia uma nova identidade visual.

Em 2000 a LAB recebeu seu segundo Boeing 737-300. Em dezembro de 2001 um grupo boliviano encabeçado por Ernesto Asbun comprou as ações da VASP e a partir deste momento a companhia retomou seu caminho de crescimento, haja visto a chegada dos novos aviões Boeing 767 para as linhas internacionais. Em setembro de 2002 a LAB recebeu dois Boeing 767-300ER, 2 Boeing 727-200 e 1 Boeing 727-200 Cargueiro. Em setembro de 2003 recebeu um terceiro Boieng 767-300ER. Em julho de 2004 adquiriu 51% das ações da Ecuatoriana. Em 7 de dezembro de 2004 a LAB retornou ao Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, com um vôo semanal a bordo do Boeing 727-200.

Em agosto de 2006 a TAA – Transatlantic Aviation Limited aduiriu 50% das ações da LAB e comprometeu-se a arrendar 2 Boeing 767-200 para que a empresa retomasse as rotas rentáveis de Madrid e Miami. Em março de 2007 a companhia deixou de operar reiniciando os vôos no final de dezembro com um Boeing 727-200. Em 2009 sua única aeronave em condições de voo estava a serviço da Aerosur, até esta encerrar operações em 2012.

 

 

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