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Panair do Brasil (Brasil)

Panair do Brasil (Brasil)

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Após ler a história da NYRBA do Brasil você chegou a história da Panair. Mas recapitulamos que em abril de 1930 a NYRBA foi vendida a Pan American e esta empresa alterou o nome da NYRBA do Brasil para Panair do Brasil em 17 de outubro de 1930, sendo aprovado por decreto no Brasil em 21 de novembro. Sua frota estava composta por 4 Consolidated Commodore e 4 Sikorsky S-38 que operavam a partir de Belém do Pará. Em 28 de novembro o primeiro avião nas cores da Panair voou entre Belém e Santos. Em 2 de março de 1931 iniciou o vôo Belém – Rio com passageiros, vôo que levava cinco dias. Em 1932 passou a atender a linha Belém – Cameta – Curralinho – Gurupi – Monte Alegre – Santarém – Obídos – Parintins – Itacoatira – Manaus. Em outubro de 1933 começou a voar de Belem para Manaus com um Sikorsky S-38. Até o ano de 1935 a Panair voou com tripulação norte-americana e em 1936 a Panair adquiriu 2 Fairchild 91 e 2 Lockheed 10E Electra. Neste ano a linha Belém – Manaus foi prolongada até Porto Velho com escalas em Borba, Manicoré e Humaitá. Em 1937 o vôo chegaria a Rio Branco com escalas em Labrea e Boca do Acre.

Em junho de 1940 a Panair recebeu um Douglas DC-2 (PP-PAY) da Panam de um total de dois que chegou a operar. Em 1941 a linha Belém – Manaus teve outra ramificação e passou a atender Tabatinga com outras seis escalas. A empresa passou a voar do Rio para São Paulo – Curitiba – Foz do Iguaçú – Assunção – Corumbá – Campo Grande – São Paulo e retorno ao Rio. Outra rota era a Rio – Belo Horizonte – Patos – Goiânia. A frota da empresa teve até o ano de 1945 um total de 12 Lockheed 18 Lodestar e 2 Lockheed 12. Em dezembro de 1943 a participação da Pan American na Panair foi reduzida para 58%. As rotas da Condor nos estados do Ceará e Maranhão foram transferidas para a Panair.

Em matéria de Fábio Grellet, da Agência Estado, de 24 de março de 2013, o jornalista apontou que documentos reunidos pelo empresário Rodolfo da Rocha Miranda, filho de Celso da Rocha Miranda (1917-1986), um dos dois donos da companhia aérea Panair do Brasil, indicaram que a falência da empresa, decretada em 1965, resultou de perseguição do governo militar (1964-1985). Os alvos eram Celso e seu sócio Mario Wallace Simonsen, ligados a Juscelino Kubitschek, presidente da República de 1956 a 1961 e posteriormente opositor da ditadura instalada após o golpe militar que derrubou o presidente constitucional, João Goulart, chefe de Estado de 1961 a 1964.

Quando a empresa pediu concordata, o governo instituiu um decreto que impedia empresas aéreas de usar esse instrumento legal. Foi então decretada a falência da Panair. Depois, quando a empresa conseguiu pagar seus credores e, por lei, poderia voltar a operar, o governo criou novo decreto impedindo empresa aérea que houvesse falido de retomar os voos. Relatórios do governo indicam que a Panair não era insolvente e operava sem irregularidades.

Rodolfo obteve os documentos em 2012, com base na Lei de Acesso à Informação, e os encaminhou à Comissão Nacional da Verdade (CNV), que ontem promoveu uma audiência pública no Rio de Janeiro para debater o caso. É o primeiro caso de empresa supostamente prejudicada pela ditadura a ser discutido pela CNV.

Segundo Rosa Cardoso, integrante da comissão, mesmo se ficar demonstrado o prejuízo causado aos empresários, a investigação não vai gerar responsabilização criminal de ninguém, devido à Lei de Anistia, de 1979. Rodolfo, de 63 anos, afirma que não pretende pedir ressarcimento. “A intenção não é cobrar o prejuízo. Quero apenas que o Estado reconheça que a falência da Panair não foi culpa de seus donos, mas sim uma manobra da ditadura”, disse.

A Panair era a maior companhia aérea brasileira, com 5.000 funcionários, quando teve suas licenças de voo cassadas pelo governo militar, em 10 de fevereiro de 1965, sem nenhum aviso prévio. As rotas foram distribuídas às demais companhias, principalmente à Varig. Cinco dias depois, foi decretada a falência da Panair, sob o argumento de que a empresa estava em grave situação econômica e isso representaria risco à segurança dos voos. Essa situação nunca foi comprovada.

Simonsen morreu 37 dias após a decretação da falência. Rocha Miranda discutiu o caso na Justiça até morrer, em 1986. A falência foi extinta em 1995, quando a empresa pode ser reaberta. Hoje ela é dirigida por Rodolfo, mas seus únicos contratados são advogados que ainda discutem judicialmente o caso. Ele cogita contar a história da Panair por meio de uma minissérie.

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