Absa Cargo incorpora tecnologia que reduz gasto com combustível e diminui a emissão de CO2

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O winglet é uma estrutura instalada na extremidade das asas com o objetivo de diminuir o arrasto aerodinâmico e, assim, melhorar a eficiência da aeronave. Desde 25 de agosto, um cargueiro da empresa já opera com este componente. Outro avião da ABSA deve receber o equipamento até o começo de 2010.

“A instalação dessa tecnologia reduz o arrasto produzido pela ponta das asas, gerando maior eficiência aerodinâmica e redução no consumo de combustível, com menor impacto ao meio ambiente”, explica Francisco Cancherini, diretor de Operações da ABSA. A redução no consumo de querosene pode chegar a 5%, o que num voo de oito horas como Campinas-Miami, representa 2,8 mil litros a menos de combustível por viagem, resultando em uma economia anual da ordem de 2 milhões de litros por aeronave. De acordo com a companhia, o insumo representa cerca de 30% dos custos da empresa.

A instalação dos winglets representa um investimento de US$ 1,3 milhão por aeronave, cujo valor, acredita a companhia, deverá ser recuperado em um ano e meio de operação, considerando o nível atual do preço do petróleo. Além da economia de combustível e maior disponibilidade de carga em seus voos pelos benefícios aerodinâmicos, a instalação do winglet também traz importantes ganhos ecológicos, ao diminuir a emissão de CO2 na atmosfera.

“O winglet é uma ferramenta tecnológica que garante uma forte contribuição ao nosso programa de conservação de combustível que, adicionada a outras medidas adotadas em nossos processos operacionais, reforça o trabalho da ABSA na busca do conceito de green airline na proteção ao meio ambiente”, afirma Dario Matsuguma, diretor Técnico da companhia.

O dispositivo aerodinâmico possui uma altura de 3,4 metros, e aumenta a envergadura original do 767-300 em 3,3 metros. De acordo com o diretor de Engenharia e Manutenção da empresa, Ailton Bredariol, “os winglets foram instalados na primeira aeronave da ABSA durante a sua revisão anual, realizada a cada 6 mil horas de voo, num processo que estendeu 19 dias à manutenção de rotina, envolvendo modificações estruturais nas asas e sistemas”.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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