Lufthansa apresenta bom resultado para 2008 e acionistas recebem sugestão de 70 centavos de euro por

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“O resultado econômico obtido destaca-se positivamente do dos nossos concorrentes. Considerando as circunstâncias do mercado em 2008, marcado por picos nos preços dos combustíveis e pela crise financeira, devemos respeito e agradecimentos ainda maiores aos diretores e funcionários do grupo. Conseguimos manter nosso rumo estratégico e fortalecemos nossas bases tanto financeira como operacional. Isso representa uma vantagem decisiva na superação da atual crise. Por meio do excelente resultado de 2008 provamos que a confiança dos nossos acionistas na Lufthansa é plenamente justificada”, disse Mayrhuber em Colônia.

Presidência e Conselho Fiscal sugeriram um dividendo de 70 centavos de euro por ação aos seus acionistas. “Considerando a rentabilidade do dividendo, isso representa um atraente valor de ponta no DAX. Diante dos desafios que nos esperam este ano, chegamos a um acordo que atende a todos”, afirmou Mayrhuber, ao comparar 2008 com o período anterior, no qual a sugestão de dividendo havia sido menor. Além disso, a sugestão de dividendo para 2007 ainda continha o lucro obtido com a venda das cotas-parte da Thomas Cook.

Considerando a situação do grupo, o presidente da Lufthansa acrescentou que “o grou é um pássaro resistente. Ele resiste às intempéries climáticas e domina as manobras necessárias para desviar de turbulências.” Como, porém, a duração e o tamanho da atual crise financeira ainda não são previsíveis, a indústria da aviação tem de contar com os certamente consideráveis efeitos futuros. “Tempos difíceis nos esperam e temos plena consciência de que temos que pisar nos freios. Por outro lado, estamos preparados para acelerar imediatamente assim que houver a demanda para tal”, afirmou.

“O nível de qualidade de uma empresa também fica visível quando ela tem de retroceder estrategicamente em tempos de crise. O retrocesso definitivamente não se aplica à Lufthansa, muito pelo contrário.” A Lufthansa está constantemente empenhada em ampliar sua associação de empresas aéreas e em fortalecer suas alianças e parcerias, além de tomar medidas importantes quanto ao processo de consolidação. “A consolidação progressiva do tráfego aéreo é decisiva para que a Europa mantenha sua posição no mercado global. É preciso evitar a criação de obstáculos intransponíveis a fim de fortalecer o domicílio econômico e o mercado de trabalho.”

Mayrhuber afirmou também que, ao mesmo tempo em que a atual crise exerce considerável pressão sobre o resultado no ano em curso, ela oferece a oportunidade de melhorar a maneira de fazer as coisas em diversas áreas: “Subvenções são desnecessárias na indústria da aviação. Precisamos, sim, de condições básicas sensatas e flexíveis e, principalmente, não mais encargos.” Com relação às iminentes limitações dos voos noturnos no aeroporto de Frankfurt, enfatizou: “Ao mesmo tempo em que milhares de empregos na região compreendida entre as cidades de Frankfurt e Rüsselsheim estão a perigo e os políticos lutam pela sobrevivência de empresas com valores bilionários, a pressão exercida por alguns poucos adversários dos voos noturnos coloca em risco as operações noturnas no aeroporto de Frankfurt, um dos maiores do mundo, e, consequentemente, milhares de empregos – sem contar os prejuízos para a exportação alemã, importante para todo o país.” Mayrhuber exigiu, também, maior flexibilidade das parceiras que compõem a cadeia de atendimento ao transporte aéreo.

A decisão da União Européia por um sistema próprio de comércio de emissões, fora do Protocolo de Kyoto, também teve consequências econômicas devastadoras para as empresas aéreas européias, disse Mayrhuber na Assembléia Geral. É de extrema importância que medidas necessárias rumo a um sistema global de comércio de emissões sejam tomadas até o final deste ano. Mayrhuber, porém, alertou sobre o perigo de contar apenas com ferramentas reguladoras para tal. O progresso tecnológico e operacional teria importância ainda maior: “A redução das emissões é, antes de mais nada, do nosso próprio interesse, pois economizamos combustível e, portanto, custos. A Lufthansa conta com uma estratégia de quatro vertentes que reune progresso tecnológico, utilização eficiente da infra-estrutura, melhorias nos procedimentos operacionais e ferramentas econômicas, inclusive combustíveis alternativos.”

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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