Mesmo sem presidente, Transbrasil promete entregar plano de vôo

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A Transbrasil, que completa amanhã dez dias sem presidente no comando da empresa, promete entregar amanhã seu plano de retomada de operações para o DAC (Departamento de Aviação Civil).

Mesmo sem ter encontrado ninguém disposto a assumir a Transbrasil, o porta-voz da companhia aérea, Carlos Badra, promete que o plano será entregue amanhã.

O DAC já prorrogou vários prazos que a Transbrasil deveria cumprir. A companhia _que parou de voar no dia 3 de dezembro_ deveria retomar as operações até 3 de janeiro sob pena de perder a concessão sobre suas linhas aéreas. Mas em vez de tomar as linhas da Transbrasil, o DAC renovou o prazo para 3 de fevereiro.

Antes disso, a companhia informou no dia 21 de janeiro que o empresário goiano Dílson Prado da Fonseca havia comprado o controle da Transbrasil por apenas R$ 1. Mas o nome de Prado foi vetado pela família de Omar Fontana (fundador da Transbrasil) na assembléia de acionistas do dia 31 de janeiro. No seu lugar, foi colocado o empresário do setor de agências de viagem, Michel Tuma Ness, o “Michelão”. Mas Michelão renunciou ao posto no dia 4.

Diante de toda essa bagunça, o prazo de 5 de fevereiro, que o DAC havia dado para a Transbrasil apresentar seu plano de retomada de operações foi prorrogado para o dia 14, ou seja, amanhã.

Na semana passada, Badra disse que não acreditava que o DAC seria tão rigoroso com prazos. Mas o DAC promete que se dessa vez a data não for cumprida, irá tomar as linhas da Transbrasil.

Uma das exigências do DAC para aprovar o plano da Transbrasil é a apresentação do nome do presidente da companhia e o modo como a empresa conseguirá recursos financeiros para voltar a voar. A empresa acumula dívidas superiores a R$ 1 bilhão.

Para o DAC, o presidente da Transbrasil continua sendo Antônio Celso Cipriani, genro de Omar Fontana.

A família Fontana nega que Cipriani esteja à frente dos negócios da empresa. Mas o mercado acredita que Cipriani precisa de um “laranja” na presidência da Transbrasil para preservar seu patrimônio pessoal.

FONTE: Folha de São Paulo – Redação – São Paulo/SP