O pouso forçado da BRA

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A companhia que este ano tornou-se a terceira maior do país aterrisa seus aviões e deixa passageiros, funcionários e fundo de investimentos na mão!

A empresa, que até estava em rota de crescimento, inclusive encomendando aeronaves da Embraer, o Embraer 175, que seriam os primeiros a voarem em uma companhia nacional, realizou acordo operacional com a OceanAir em meados do ano, acordo que durou pouco mais de dois meses e deveria ser de dois anos.

Fontes dizem que a gestão do Ceo Walter Folegatti tenha sido o principal fato da quebra do contrato com a OceanAir e da discórdia com os novos investidores.

Em nota a companhia, que estava voando com apenas 5 aeronaves de uma frota de 10, disse que solicitou a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, a suspensão “temporária” de todos os seus vôos e operações. Resta saber se o “temporário” tem caráter definitivo!

Questionada pela Agência Estado a Assessoria de Imprensa da BRA diz que a empresa está buscando um aporte financeiro junto a seus acionistas para que as operações se normalizem. Até então isso não foi concretizado, por isso ela está pedindo a interrupção dos vôos”, informou a assessoria de imprensa da BRA, sem especificar que valor a empresa necessita.

Em dezembro do ano passado, um grupo de investidores incluindo o Goldman Sachs, Bank of America, Darby BBVA Overseas Investments, Development Capital, Gávea Investment Fund, HBK Investments e Millennium Global Investments comprou 20 por cento da companhia aérea por valor não revelado.

O presidente da companhia, Humberto Folegatti, anunciou na última quinta-feira sua renúncia ao cargo.

FONTE: Aviação Brasil / Agência Estado – Redação – São Paulo/SP

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