Presidente da Lufthansa com previsões otimistas

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No primeiro trimestre, tradicionalmente fraco na indústria da aviação mundial, mais uma vez a Lufthansa mostrou sua capacidade de recuperação.
“Depois da perda operacional de 419 milhões de euros registrada no primeiro trimestre de 2003, o resultado operacional de -116 milhões de euros no primeiro três meses deste ano não só denota uma considerável recuperação, como sublinha a nossa posição de liderança entre as empresas aéreas”, disse Wolfgang Mayrhuber, presidente mundial da
Lufthansa. O resultado do grupo também melhorou nitidamente: aumentou 418 milhões de euros, somando 62 milhões de euros.
As previsões para o ano são otimistas. A lufthansa já está se beneficiando da conjuntura em alta, principalmente na Ásia e nos EUA. “A
demanda na Europa também está aumentando e a Lufthansa dispõe da flexibilidade e rapidez de reação necessárias para aproveitar estas
chances de crescimento”, enfatizou Wolfgang Mayrhuber. De acordo com os atuais dados operacionais e contábeis disponíveis, a previsão de
desenvolvimento dos negócios da Lufthansa durante o exercício é positiva, assim como a do resultado operacional e a do resultado do
grupo.
No primeiro trimestre de 2004, o grupo Lufthansa faturou 3,9 bilhões de euros, 5,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. As empresas
aéreas do grupo ajustaram constantemente sua oferta à demanda, aumentando nitidamente o aproveitamento de espaço de seus aviões. Estas
otimizações da rede e a evolução positiva das médias das receitas na Lufthansa Passage resultaram em um aumento das receitas de transporte de 10,5%, chegando a 2,9 bilhões de euros. As demais receitas operacionais
aumentaram 44,1%, somando 588 milhões de euros, nos quais estão incluídos lucros contábeis de 292 milhões de euros provenientes da
alienação da Amadeus Global Travel distribution S.A.
A redução de custos em todas as áreas comerciais resultou em custos operacionais menores no total de 4,3 bilhões de euros, ou seja, 3,6% inferiores aos do ano anterior. Os custos de pessoal diminuíram 0,5%. O grupo gastou 339 milhões de euros com combustíveis, 1,5% a mais do que no ano anterior. As medidas de proteção de preços, no entanto, evitaram gastos adicionais de 36 milhões de euros para o grupo.
O resultado operacional dos primeiros três meses do ano foi de -116 milhões de euros; o resultado do mesmo período do ano anterior foi de
-419 milhões de euros. O resultado do grupo melhorou nitidamente, chegando a 62 milhões de euros contra -356 milhões de euros no ano
anterior. O endividamento de crédito líquido, de 663 milhões de euros, manteve-se baixo. A Lufthansa investiu 650 milhões de euros no total, dos quais 562 milhões de euros na modernização e ampliação da frota.

FONTE: Lufthansa – Marcela Matos/Silvana Pereira – São Paulo/SP