United anuncia resultados do quarto trimestre

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A UAL Corporation, empresa holding cuja principal subsidiária é a United Airlines, anunciou seus resultados para o último trimestre de 2004, prejudicados por fatores como os altos preços dos combustíveis e as dificuldades para a obtenção de receita no mercado aéreo interno dos Estados Unidos.

A UAL registrou um prejuízo operacional de US$ 493 milhões no trimestre, em comparação com um prejuízo operacional de US$ 134 milhões no mesmo período de 2003. O prejuízo líquido da UAL foi de US$ 664 milhões, incluindo US$ 111 milhões em itens especiais. Excluindo estes itens, o prejuízo do quarto trimestre foi de US$ 553 milhões.

Os itens especiais do trimestre incluem um ganho de US$ 158 milhões resultante da venda das últimas ações da UAL no sistema Orbitz, US$ 222 milhões em despesas de reorganização e um aumento de US$ 47 milhões na exposição aos planos de milhagem, resultado principalmente de uma revisão nos cálculos.

Computado todo o ano de 2004, a UAL teve um prejuízo líquido de US$ 1,6 bilhão, inferior ao prejuízo de US$ 2,8 bilhões de 2003. Excetuando os itens especiais, o prejuízo líquido da UAL em 2004 foi de US$ 1,2 bilhão.

“Como era esperado, o ambiente para o setor continua a ser extremamente difícil”, declarou o presidente do conselho, presidente e executivo-chefe (CEO) da empresa, Glenn Tilton. “Os preços recordes do petróleo e as pressões sobre a receita levaram a resultados inaceitáveis. A United progrediu bem, com mais cortes nos custos já encaminhados. Mas, como dissemos anteriormente e como os resultados do trimestre mostram sem sombra de dúvida, há mais trabalho a fazer.”

O progresso da reestruração da United continua

Nos últimos meses, a United continuou a trabalhar na sua reestruturação. A empresa fez progressos significativos em sua meta de cortar mais US$ 2 bilhões em custos trabalhistas, não-trabalhistas e despesas com pensões. Essa meta deve ser somada à economia de US$ 5 bilhões por ano em média já anunciada pela empresa.

Como parte dos esforços mais recentes para sua reestruturação, a United anunciou:

. A obtenção de acordos por consenso com cinco de seus seis sindicatos. Espera-se que esses acordos levem à redução dos custos trabalhistas dos quais a empresa necessita para atrair financiamentos externos e completar sua reestruturação. Dependendo das ratificações pelos sindicatos, o tribunal de falências indicou que aprovará os acordos no dia 31 de janeiro. A empresa também chegou a um acordo sobre redução temporária de custos com o Sindicato Internacional dos Mecânicos (IAM) e pretende chegar a um acordo permanente antes do dia 11 de abril.

. A entrada num processo de negociação com os sindicatos pelos próximos 90 dias para tentar chegar a um acordo por consenso sobre a questão do encerramento e substituição dos planos de pensão da empresa.

. A redução da frota da United para 455 aviões, 68 a menos do que o número operado em agosto de 2004 e uma redução de 122 – cerca de 20% — com relação a 2002.

. A abertura de concorrências para partes das operações do sistema United Express.

“Fizemos mais progressos na redução de nossas despesas e sentiremos os efeitos dessas medidas em 2005”, afirmou o vice-presidente executivo e encarregado de assuntos financeiros (CFO) da United, Jack Brace. “De qualquer maneira, ainda temos muito o que fazer. Continuamos a achar que o encerramento e a substituição de todos os nossos planos de pensão são necessários para que a United saia com sucesso do Capítulo 11, como uma empresa competitiva e sustentável.”

Receita

A United registrou uma receita operacional de US$ 4,0 bilhões no terceiro trimestre de 2004, 5% a mais do que no mesmo período de 2003. O índice de ocupação cresceu 0,3 pontos, chegando a 77,2%. O tráfego aumentou 5%, para um crescimento de 4% na oferta. Durante o quarto trimestre, a receita da unidade de passageiros e a lucratividade foram basicamente as mesmas do mesmo período do ano anterior, apesar do ambiente extremamente difícil.

“Claramente, não estamos satisfeitos com os resultados obtidos, mas a performance melhor da receita de nossa unidade de nossa unidade de passageiros com relação às de nossos pares nos deixou contentes”, disse o vice-presidente executivo de Marketing, Vendas e Receita, John Tague. “A United assumiu o compromisso de melhorar cada vez mais sua receita e estamos tomando medidas significativas nessa direção.”

Para atingir suas metas, a empresa está tomando diversas medidas, que incluem uma redistribuição da capacidade, a otimização da arrecadação da receita e o desenvolvimento de iniciativas pioneiras no setor.

Entre essas medidas, estão:

. A redução de 12% na oferta dos vôos internos dos Estados Unidos e um aumento de 14% na oferta de vôos internacionais, com o resultado líquido de uma queda de 3% na capacidade do sistema. A empresa continua a obter bons resultados em suas operações internacionais e a ver potencial de crescimento nessa área.

. Mudanças em seus esforços de vendas, inclusive substituindo lideranças e adotando uma atitude mais disciplinada nos descontos oferecidos a empresas. O processo de vendas comerciais da empresa reflete o valor dado pela United a seus clientes e aos preços historicamente muito baixos registrados no mercado.

. Melhoras nos serviços de cargas e na administração da receita, o que levou a um aumento de 30% na receita proveniente do transporte de cargas no quarto trimestre.

. O desenvolvimento de ofertas ao consumidor líderes no mercado, contribuindo para que os índices de satisfação dos clientes da United chegassem aos níveis mais altos da história. Em 2004, a United lançou o p.s., um serviço premium entre Nova York e Los Angeles e San Francisco e somou 12 novos destinos voltados para o lazer no México e no Caribe às suas rotas. Foram inaugurados vôos diários sem escalas entre Chicago e Xangai, Chicago e Osaca, San Francisco e Beijing e entre Chicago e Buenos Aires. Em dezembro, a United reiniciou as ligações aéreas diretas entre os Estados Unidos e o Vietnã, suspensas há 30 anos.

Despesas operacionais

A empresa continuou a obter reduções de custos fora da área trabalhista. Os resultados dessas economias serão sentidos já em 2005.

As medidas incluem:

. Iniciativas destinadas a reduzir os custos das vendas.

. Reestruturação integral dos contratos para o fornecimento de alimentação nos vôos dentro dos Estados Unidos.

. Novos contratos de manutenção pesada das fuselagens cobrindo todos os aviões de fuselagem estreita.

. Treinamento de todos os pilotos e despachantes da empresa em processos destinados a aumentar a eficiência do uso do combustível.

As despesas operacionais da United no quarto trimestre atingiram US$ 4,5 bilhões, 14% a mais do que no mesmo período de 2003, com um aumento de 4% na capacidade. As despesas operacionais da unidade principal por assento quilômetro disponível aumentaram 8% com relação ao último trimestre do ano anterior. Se forem excluídas as despesas com combustíveis, esse aumento cai para menos de 1%.

A produtividade, representada pela divisão do número de assentos quilômetro disponíveis pelo equivalente em funcionários, aumentou 7% no trimestre, de ano para ano. As despesas com combustíveis registraram um crescimento de US$ 308 milhões. O preço médio dos combustíveis no trimestre, incluindo impostos, foi de US$ 1,45 por galão, 52% a mais do que no último trimestre de 2003.

Futuro

A United espera chegar ao fim do primeiro trimestre de 2005 com uma redução de 2% na capacidade com relação ao mesmo período de 2004. O preço projetado para o combustível é de US$ 1,41 por galão.

FONTE: Aviação Brasil / United Airlines – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP

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