United inicia programa de otimização de recursos

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A United Airlines deu início a um programa de otimização de recursos focado especialmente no melhor uso de seus equipamentos e instalações. Com isso, pretende cortar custos e melhorar os serviços prestados. Os primeiros resultados indicam que o programa liberará para uso uma oferta equivalente à aquisição de mais dez aviões para a frota da empresa.

Entre as medidas adotadas estão manter por menos tempo os aviões no solo, enquanto embarcam e desembarcam passageiros; uma melhor distribuição dos horários em alguns centros de conexões, evitando horários de congestionamento; a otimização dos horários, para obter conexões mais fáceis e um melhor desempenho operacional; e a adequação de espaços, como escritórios e salas de embarque, às reais necessidades do serviço.

Um dos objetivos do programa é reduzir, ainda em 2006, em oito minutos o tempo médio no qual cada avião fica no solo, entre o pouso e a decolagem. Como o avião poderá ficar mais tempo no ar, só isso dará à empresa um aumento de oferta equivalente a mais dez aviões disponíveis para as operações.

Comentando o assunto, o vice-presidente de Operações da United, Pete McDonald, declarou: “Para o passageiro, o resultado desses esforços será aumento de freqüências, novas rotas e melhores conexões. Trabalhamos muito nos últimos três anos para melhorar nossas operações, em todos os aspectos, para benefício do cliente. Este trabalho continuará, mesmo depois que sairmos do Capítulo 11”.

A United calculou que cada minuto a menos no block time – o tempo entre o momento em que o avião deixa a estação de passageiros e o momento em que atraca no terminal do destino – significa uma economia de dezenas de milhões de dólares por ano. Assim, os esforços de racionalização incluem uma melhor adequação de horários, para evitar que os aviões percam tempo nas filas de decolagem que surgem em alguns aeroportos.

Mesmo com o trabalho ainda nos estágios iniciais, a United já conseguiu poupar em mais de um minuto o tempo médio no táxi do avião para a decolagem. Várias medidas nesse sentido estão sendo testadas na Ted, a divisão de vôos de lazer da empresa, e serão estendidas ao restante das operações nos próximos meses.

Com relação aos espaços, já se conseguiu uma economia de mais de US$ 32 milhões, em 60 instalações da empresa. As medidas incluem a adequação dos espaços ocupados às necessidades operacionais; mudanças para locais de custo menor; e, em alguns casos, o fechamento de instalações.

FONTE: Aviação Brasil – Assessoria de Imprensa – São Paulo/SP